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CRISE ECONÔMICA Petroleiros e indígenas protestam no Equador QUITO Trabalhadores dos poderosos sindicatos de petroleiros enfrentaram-se ontem com a polícia, em Quito, no segundo dia do levante popular convocado pela Confederação das Nacionalidades Indígenas (Conaie) do Equador. De acordo com o presidente da Conaie, Antonio Vargas, a pequena adesão ao movimento registrada até agora será revertida em breve. Segundo ele, o pior está por vir. Ontem, os distúrbios se concentraram em um parque próximo ao edifício do Congresso, onde uma centena de indígenas está acampada desde anteontem. Número similar de petroleiros uniu-se aos indígenas no local, depois de ter entrado em confronto com a polícia, que tentou dissolver a manifestação. Segundo a polícia, ninguém ficou ferido. Mais tarde, os sindicalistas acompanhados por Vargas, foram recebidos no Congresso onde apresentaram as exigências. O levante popular anterior realizado pela Conaie, em 21 de janeiro, causou a queda do então presidente Jamil Mahuad. Os indígenas protestam contra os efeitos da crise financeira de 1999, que causou a quebra de cerca de 15 entidades bancárias e a fuga de capitais de mais de US$ 2 bilhões. Eles querem também o fim da dolarização da economia e das privatizações. |
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