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ELEIÇÕES NOS EUA Bush baixa o nível da campanha WASHINGTON No início do mês passado, quando estava disparado nas sondagens eleitorais, o governador do Texas, George W. Bush, procurou capitalizar o mal-estar deixado entre os americanos pelos escândalos da era Clinton prometendo elevar a qualidade da política em Washington. Mudarei o tom do debate, disse ele, durante a convenção do Partido Republicano que o consagrou candidato à Casa Branca, na Filadélfia. Diante da franca recuperação nas pesquisas de seu rival democrata, o vice-presidente Albert Gore, que abriu uma vantagem de 10 pontos nas duas últimas semanas, Bush aparentemente esqueceu a promessa e baixou o nível. Com seu candidato subitamente na defensiva, na semana passada a campanha republicana colocou no ar em nove estados-chave nas eleições de 7 de novembro um anúncio que levanta dúvidas sobre a integridade pessoal de Gore. Na última segunda-feira, Bush deu novo sinal de nervosismo ao atacar pessoalmente um conhecido jornalista político com um comentário que fez a seu vice, Dick Cheney, durante um comício em Illinois. Lá está Adam Clymer, do New York Times, um babaca de primeira linha, disse Bush a Cheney no palanque armado na cidade de Naperville como parte da celebração do feriado do Dia do Trabalho, que marca o fim do verão nos EUA. A campanha democrata divulgou uma nota insinuando que o candidato republicano não tem a estabilidade emocional necessária para exercer a presidência dos EUA. O comportamento de George Bush sob a pressão de uma campanha é inadequado e curioso, disse um porta-voz. |
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