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RUMO AO VOTO II Estudante lembra aliança que Carlos Wilson fez com o PFL, em 94, e questiona críticas O candidato da coligação Recife Melhor, senador Carlos Wilson (PPS), decidiu investir pesado no voto do eleitorado jovem. Ontem, Wilson visitou escolas particulares do Recife, buscando divulgar sua candidatura junto aos estudantes e, de alguma forma, influir para que os pais também escolham seu nome em 1º de outubro. Num dos debates, porém, o senador teve que dedicar boa parte do tempo para responder à indagação de um estudante que questionou suas críticas ao PFL, lembrando que ele (Wilson) elegeu-se senador em 94 na chapa de Gustavo Krause, com o apoio do PFL, de Roberto Magalhães e de Marco Maciel. Eu era do PSDB e disputei o Senado por indicação do então candidato a presidente Fernando Henrique Cardoso, que estava coligado com o PFL. O PFL se aproveitou do prestígio que FHC tinha na época, disse Wilson, tendo que explicar, depois, seu rompimento com o presidente. FHC pregava a social-democracia, na qual acredito. Mas passou a exercer uma política neoliberal, influenciado pelo PFL. Então, nos afastamos, justificou-se. Sempre acompanhado do Mané Chinês e seu companheiro, o recifense interpretados pelos atores Walmir Chagas e Aramis Trindade Carlos Wilson considerou excelente o nível de politização dos estudantes, que fizeram perguntas também sobre seus projetos para a educação, saúde e emprego para os jovens. Aproveitou para lançar novas críticas ao principal adversário, o prefeito-candidato Roberto Magalhães (PFL), a quem acusou de não ter projetos voltados para a juventude. A maioria dos estudantes saiu satisfeita do cara-a-cara com o candidato. Geralmente se tem a idéia de que o jovem não gosta de política. É preconceito. A verdade é que é difícil um jovem assistir ao Guia Eleitoral na TV. Mas essa abordagem pessoal do candidato é interessante, disse Ana Carolina, 20 anos, estudante do NAP (Núcleo Aula Particular). Sua colega Rafaela Sciortino completou: Com esse contato pessoal a gente pode perguntar o que quer saber. Não é como o Guia, que vem pronto. Carlos Wilson prometeu aos estudantes criar a Secretaria da Juventude, que segundo ele, existe em algumas cidades brasileiras. Também explicou as mudanças que pretende implantar no programa Bolsa-Escola, caso eleito. Acho humilhante para um chefe de família ser sustentado por uma bolsa de meio salário mínimo ganha pelo filho. Vou criar o programa Trabalho-Escola, onde o pai receberá a bolsa para manter a criança estudando, e em troca sua mão-de-obra, mesmo sem especialização, será aproveitada nas obras da Prefeitura, prometeu. O senador garantiu também que a bolsa só será paga se o pai comprovar que está em dia com a vacinação dos filhos e que esses estão na escola. |
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