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RUMO AO VOTO VI Justiça afasta o prefeito de Paulista por Julliana de Melo A menos de um mês das eleições, o quarto maior colégio eleitoral do Estado sofre uma reviravolta no cenário político. O Juiz Arnóbio Araújo Júnior, da 3ª Vara Cível de Paulista, decretou, ontem à tarde, o afastamento provisório do prefeito do município e candidato à reeleição, Geraldo Pinho Alves (PDT), e do secretário de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Marcondes Gonçalves, por improbidade administrativa. Com o afastamento, toma posse, hoje pela manhã, o vice-prefeito Nena Cabral (PSC), que é rompido politicamente com Pinho Alves e, atualmente, coordena a campanha do candidato Antonio Speck (PMDB), principal adversário do prefeito afastado. Fiquei surpreso quando recebi a notificação dos oficiais de justiça informando a sucessão. Mas, de certa forma, sempre acreditei na Justiça. Eu agora tenho que cumprir a lei e só, afirmou o vice-prefeito. Nena Cabral, inclusive, foi responsável pelas denúncias enviadas, no ano passado, ao Ministério Público Federal, nas quais constavam irregularidades na administração da Prefeitura de Paulista, como os negócios envolvendo o Poder Executivo e as empresas Organização e Distribuição Olindense Ltda e Mercadinho Bom de Mesa Ltda, e o desvio de verba da Fundef (R$ 62.290), entre outras acusações. A liminar concedida pelo juiz Arnóbio Araújo, na verdade, é uma resposta à provocação do Ministério Público, que entrou com uma Ação Civil Pública, em abril de 99, contra o prefeito e o secretário, na qual pede o afastamento imediato de ambos para que as denúncias sejam apuradas. Familiares do prefeito Geraldo Pinho Alves declararam que ele havia viajado a Brasília para resolver problemas particulares, mas opositores políticos acreditam que ele não tenha sequer saído de Pernambuco. Em nota oficial divulgada à imprensa, o diretor da Secretaria de Assuntos Jurídicos da Prefeitura do Paulista, Romero Mello, diz que o prefeito da Cidade do Paulista tomou conhecimento, por intermédio da imprensa televisiva, da suposta decisão judicial, em caráter de liminar, que determinou o seu afastamento das funções de chefe do Executivo municipal. Informa, entretanto, que, apenas aguarda ser formalmente notificado da citada decisão, para tomar as medidas atinentes à suspensão da liminar, restabelecendo a situação anterior, face a evidente incompetência do Juízo prolator. Romero Mello esclarece, ainda, que o suposto secretário municipal citado pela imprensa, independente de qualquer notificação judicial, já fora exonerado do cargo desde o mês de junho passado. Ou seja, não procede o pedido de afastamento do servidor já ausente do quadro funcional. Geraldo Pinho Alves, que tenta o seu quarto mandato na Prefeitura do Paulista, tem 15 dias para apresentar a defesa. |
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