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ARTE NAS LADEIRAS IV As obras que nascem nos sobrados Uma das melhores surpresas nessa visita a uma Olinda referenciada por seus próprios artistas-habitantes é conhecer os ateliês destes pintores, escultores e artesãos, a maioria deles abertos ao público (alguns permanentemente, outros apenas com horários marcados). A dica é iniciar a caminhada a partir da Praça do Carmo, um bom ponto de referência para esse roteiro, que, dependendo da empatia com a obra de cada artista, deve consumir várias visitas à cidade. Do Carmo, sobe-se a Ladeira de São Franciso, onde encontram-se os ateliês de gente como João Câmara, Delano e Maria Varela. Depois, segue-se para a Bispo Coutinho, Alto da Sé e Saldanha Marinho (Guita e Maria Carmen estão lá). Você estará bem perto da Rua da Amparo, a maior concentração de ateliês da cidade. São mais de dez. Dali, o destino é os 4 Cantos e a 13 de Maio, onde está o Museu de Arte Contemporânea. Siga pelas ruas da Boa Hora, Joaquim Cavalcante e Da Bica, para, então, chegar ao Mercado da Ribeira, na Bernardo Vieira de Melo. A oficina de Naná Vasconcelos foi montada ali. Próxima parada: a São Bento, onde estão os consagrados Samico e Baccaro. Depois, é a vez da Henrique Dias e da 27 de Janeiro, ruas que reúnem galerias e espaços culturais. Estamos perto do final: agora, é a vez de conhecer a Rua do Bonfim (onde está outro espaço cultural), a 15 de Novembro, o Largo do Varadouro e, finalmente, a Rua do Sol. O artista plástico Frederico Fonseca, elogiado pelo mito espanhol Tapiés junto ao irmão Aprígio, deixou a Ladeira de São Franciso para viver no Bairro Novo. Na fase de criação, porém, costuma alugar espaços na parte antiga da cidade. Lembre-se: boa parte dos artistas de Olinda produzem seus trabalhos na rua, e é esse justamente o grande charme da cidade. (F.M.) |
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