![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
TEMPESTADE III Governador Mário Covas visita área considerada mais crítica CAMPOS DO JORDÃO, SP - O governador Mário Covas (PSDB) visitou ontem à tarde as áreas atingidas pela chuva em Campos do Jordão e ficou surpreso com o que viu. Depois de ter visitado Queluz, onde uma enchente deixou centenas de desabrigados, ele definiu a situação em Campos como a mais grave do Estado. "Pelo menos 70% das pessoas atingidas não podem voltar para as casas", avaliou após passar por três bairros onde morros desmoronaram arrastando quarteirões inteiros. "O pior é o que estou vendo aqui", disse. Oito pessoas morreram na cidade, há pelo menos seis desaparecidos e 428 casas foram destruídas. Pelo telefone, perto do Morro do Pica-Pau, Covas determinou ao presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano CDHU), Goro Hama, que enviasse uma equipe de técnicos para o município. Covas quer que sejam construídas, em prazo de seis a oito meses, pelo menos 200 casas para acomodar as famílias hoje alojadas em escolas e creches no município. Ele garantiu que não faltarão alimentos e remédios para a cidade. "Eu quero começar imediatamente", disse. Novos investimentos da CDHU, segundo Covas, dependem de o prefeito Oswaldo Gomes da Silva Filho (PSDB) apresentar terrenos onde possam ser construídas habitações populares. As 200 unidades seriam construídas na Vila Albertina e custariam cerca de R$ 36 milhões. "O Governo estadual fará o que puder", disse Covas. Silva Filho pretende construir alojamentos provisórios, semelhantes aos usados pela construção civil para abrigar operários, durante o tempo em que estiverem sendo construídos os imóveis da CDHU. Técnicos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) prometeram ao governadora que o abastecimento estaria normalizado hoje. Os funcionários da Electro, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica, disseram que a situação também estará normalizada hoje. |
|