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GABINETES Reforma agrária será coordenada por região PORTO ALEGRE - O Ministério da Política Fundiária e do Desenvolvimento Agrário terá uma nova estrutura nacional, com cinco gabinetes de coordenação nacional, um por região. A novidade foi anunciada ontem, pelo ministro Raul Jungmann, na capital gaúcha, ao comunicar a escolha do ex-vice-governador Vicente Bogo (PSDB) para coordenar o gabinete do Rio Grande do Sul. Este gabinete deverá responder também pelas ações do ministério em Santa Catarina e no Paraná. Cada um dos cinco escritórios regionais supervisionará as políticas de reforma agrária, agricultura familiar e banco da terra. "Esperamos ter os cinco gabinetes funcionando em 90 dias", disse Jungmann. O ministro explicou que o anúncio foi feito inicialmente no Rio Grande do Sul pelo fato de o Estado concentrar de 25% a 30% dos investimentos nacionais da pasta. "Serão R$ 2,1 bilhões nos próximos três anos, sendo R$ 1,6 bilhão para o Pronaf, R$ 200 milhões para o Banco da Terra e R$ 300 milhões na reforma agrária", detalhou. O orçamento do ministério até o final de 2002 será de aproximadamente R$ 12 bilhões. ASSENTAMENTOS - Durante o anúncio, Raul Jungmann prometeu assentar mais 200 mil famílias no País em três anos. Assinalou que, em oito anos, nos dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso, assentará 580 mil famílias, o que seria mais do que o dobro do executado nos 30 anos anteriores. Indagado sobre a polêmica entra fazendeiros e sem-terra em Bagé, na região da Campanha, e que custou a exoneração do ex-superintendente regional do Incra no Estado, Paulo Emílio Barbosa, o ministro respondeu que "Bagé não é minha prioridade". Negando-se a aceitar os índices de produtividade rural para determinar se uma propriedade é passível ou não de desapropriação para fins de reforma agrária, ruralistas de Bagé e arredores impediram, em 1998 e 1999, a realização de vistorias por parte dos técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. |
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