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CPI Policiais civis suspeitos de extorsão RIO - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico vai convocar para depor os policiais civis Carlos Macedo e Alexandre Faria, que estão presos na carceragem Ponto Zero, em Benfica, zona norte. Os dois são suspeitos de crime de extorsão após denúncia feita pelo traficante Luis Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, em conversa telefônica com a promotora Marcia Velasco. O diálogo entre o traficante e a promotora foi gravado pelo Ministério Público Estadual. Macedo e Faria eram lotados na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e há cinco anos investigavam os negócios de Fernandinho Beira-Mar. Com a gravação da conversa telefônica entre o traficante e a promotora, a Polícia Federal conseguiu na Justiça autorização para quebra de sigilo telefônico. Os policiais podem ser processados por extorsão. Beira-Mar afirmou que, em 1995, foi obrigado a dar um apartamento para Macedo e assim garantir a sua liberdade. "Foi a primeira `mineira'(extorsão na linguagem policial) que ele me fez". O traficante contou também que a dupla exigiu R$ 1 milhão para soltar primos seus, que teriam sido seqüestrados pelos policiais. "Se você não der um milhão de real, nunca mais vai ver seus primos", disse, reproduzindo a ameaça. Segundo versão do traficante, Macedo e Faria estiveram, com outros policiais, em Dourados, Mato Grosso do Sul, que o prenderam e só o soltaram após o pagamento de R$ 250 mil. "Fiquei três dias preso, consegui juntar R$ 250 mil, paguei a eles, e aí me liberaram", disse Beira-Mar, que não pretende se entregar para a polícia, temendo ser assassinado. O Ministério Público vai apurar se os fatos relatados por Fernandinho Beira-Mar são verdadeiros. |
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