SENSAÇÃO II
Pokémons têm o poder
de multiplicar dinheiroHá
quatro anos, os japoneses Satoshi Tajiri e Tsunekazu
Ishihira desenvolveram o projeto Pokémon para os
videogames da Nintendo. Apesar de sua modesta
configuração gráfica, o joguinho alcançou a
liderança no mercado oriental com suas criaturas
inspiradas em insetos, lagartas e outros animais que
evoluem a cada experiência com seus treinadores humanos.
Depois vieram os desenhos para a
televisão e os produtos que abrangem canetas, bóias
salva-vidas, bichinhos de pelúcia que gritam Pikachu!
com voz aguda, que acendem a bochecha, com ventosas nos
pés para agarrar no pára-brisa do carro, almofadas,
baralhos e mochilas. Ao todo eles chegam a uma gama de
quase 4 mil peças. Isso sem considerar os álbuns de
figurinhas e as revistas em quadrinhos.
A palavra "esgotado" é a que
melhor traduz a situação da maioria desses produtos no
Recife. No mês do Papai Noel, as lojas de brinquedos
foram invadidas por centenas de pais (os verdadeiros
caçadores de Pokémons), ávidos por tudo que tivesse
relação com os monstros de bolso.
Além dos cartuchos dos game boy, as
crianças clamavam no Natal pelas fitas e CDs dos vídeo
games Playstation e Nintendo 64. Assim como a trilha
sonora do filme (custando em torno de R$ 25,50), as
fitas, jogos em CD e os cartuchos de Pokémons estão em
falta há uma semana na cidade.
Apesar dos efeitos negativos provocado
em 700 crianças no Japão - hospitalizadas em 1997, ao
receber uma excessiva carga de luz emitida pelo desenho -
os Pokémons sobreviveram, e muito bem. Hoje eles
movimentam uma fatura de US$ 2 bilhões só nos Estados
Unidos.
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