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LICITAÇÃO
OAS oferece menor preço para Pirapama

por PEDRO TINÔCO

A comissão especial de licitação criada pela Compesa para escolher a empresa que construirá a Barragem de Pirapama realizou, ontem, a abertura dos envelopes com as propostas de 14 empreiteiras interessadas. A Construtora OAS – que esteve envolvida no superfaturamento da mesma obra, em 1994 – apresentou o menor preço: R$ 11.879.995,22. A proposta da empresa CBPO foi a mais cara, com R$ 17.885.805,08. De acordo com o presidente da comissão de licitação, procurador Pedro Henrique Alves, o serviço ficará pronto em 12 meses.

Ele informou, entretanto, que a simples apresentação do menor preço não garante a OAS como vencedora da licitação. Para que isto aconteça, ela ainda terá que atender a todas as exigências do edital. “A classificação final levará em consideração o valor e a capacidade de a empresa realizar a obra. Não vamos entregá-la a firmas que tenham apresentado preços inexeqüíveis”, afirmou. O diretor-técnico da Compesa, Álvaro Menezes, disse também que a proposta vencedora ainda terá que apresentar preços unitários abaixo dos estipulados pela Compesa, atestado de visita à obra e cronograma físico-financeiro. O resultado final da licitação será divulgado na próxima semana.

A expectativa da Compesa é iniciar a obra até o final de janeiro. Mas isto só será possível se as empreiteiras que perderem a licitação não entrarem com recursos administrativos ou ações judiciais questionando o processo de seleção. “Aquelas que desejarem tirar qualquer dúvida terão um prazo de cinco dias após a divulgação do resultado final”, afirmou o presidente da comissão.

Os recursos para Pirapama já estão assegurados e fazem parte do montante destinado ao Programa Águas de Pernambuco, que somam R$ 138 milhões. O preço máximo estipulado pela Compesa para a Barragem de Pirapama foi de R$ 18.830.000,00.

Segundo Álvaro Menezes, a barragem será construída utilizando a técnica de concreto compactado a rolo (CCR), o que possibilitará o acúmulo de água antes mesmo da sua conclusão. “Com esta metodologia será possível trabalhar na barragem ao mesmo tempo em que iniciamos a construção da adutora de água bruta e a adequação da estação de tratamento”, comentou.

O diretor também disse que a Barragem de Pirapama terá vazão de 2,8 metros cúbicos por segundo. Deste total, 1,8 metros cúbicos por segundo poderão ser aproveitados antes mesmo do término da obra. A oferta de água na Região Metropolitana do Recife hoje é de 5,5 metros cúbicos por segundo, enquanto a demanda corresponde a 14 metros cúbicos por segundo.

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Jornal do Commercio
Recife - 07.01.2000
Sexta-feira