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GRAVATÁ Estado vai ajudar agricultores a comprar casas da ilha energética
O presidente da Empresa de Melhoramentos Habitacionais de Pernambuco (Emhape), Marco Túlio Veras, informou ontem que a empresa pode adquirir as 52 casas que fazem parte da ilha energética de Gravatá para repassar às famílias de sem-teto e de sem-terra que estão ocupando o local desde segunda-feira. O anúncio foi feito ontem, durante uma reunião na Emhape, na qual esteve presente uma comissão formada por representantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), Movimento Unificado dos Sem-Teto (Must) e Câmara de Vereadores de Gravatá, além do diretor de Operações da Celpe, Fred Maranhão. Iremos a Gravatá amanhã para conhecer a ilha energética e conversar com as famílias anunciou Marco Túlio Veras, que vai viajar em companhia do diretor de Operações da Celpe, proprietária da área. O presidente informou que várias propostas devem ser apresentadas aos invasores. A mais viável, a princípio, diz respeito à aquisição das casas da ilha e de um terreno vizinho de 10 hectares que também pertence a Celpe, adianta. Como as normas administrativas da Emhape não admitem a doação de casas, as famílias vão ter que fazer uma parceria com a empresa. Os recursos devem vir da Emhape, das famílias e do Governo do Estado, adiantou Veras. Na próxima terça-feira, a Emhape começa a fazer o cadastramento das 150 famílias, para identificar a situação econômica de cada uma delas. O presidente da Emhape fez questão de frisar que a solução só foi possível porque as famílias aceitaram as condições propostas pela empresa, de desocupar pacificamente a Ilha, o que aconteceu ontem pela manhã. Prevaleceu o bom-senso, acredita. Os representantes dos sem-teto e dos sem-terra comemoraram a decisão da Emhape. A gente teve a resposta que já esperava há muitos anos, revelou Moisés Azevedo, que fez parte da comissão, revelando que a ilha já foi invadida três vezes. Moisés acredita que as famílias devem aceitar a sugestão da Emhape e construir casas em regime de mutirão no terreno que será comprado a Celpe. Ele informou ainda que o programa de cadastramento das famílias será fiscalizado por uma comissão composta de um representante da Câmara dos Vereadores ligado ao Must, um integrante dos sem-teto e outro do MST, além de um representante de uma rádio comunitária do município. A decisão de desocupar a Ilha Energética de Gravatá foi tomada após uma rápida assembléia. Na última terça-feira, inclusive, o departamento jurídico da Celpe já tinha dado entrada em uma ação de reintegração de posse junto ao juiz Eduardo Costa, no Fórum de Vitória de Santo Antão. Entretanto, não foi preciso a ação da polícia para fazer o despejo das 150 famílias, já que as mesmas deixaram a área pacificamente para ocupar um terreno próximo. |
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