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CONSUMO Abatedouros afirmam que corte do ICMS prejudica produção local O presidente da Associação dos Abatedouros Industriais e das Empresas de Transformação de Subprodutos do Gado (Abate), Antônio Júnior, não acredita na queda do preço da carne por causa da redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) divulgada pela Secretaria da Fazenda. Segundo Antônio Júnior, com excessão dos supermercados que podem barganhar uma redução porque compram diretamente dos frigoríficos, os demais varejistas não irão ter redução em seus custos. Para ele, o custo dos varejistas continuará o mesmo. Antônio Júnior explica que a maior parte dos varejistas compram de empresas-filtro, que por possuírem liminares judiciais contra o pagamento antecipado de impostos conseguem colocar o produto no mercado com um custo de 1,5% a 2%. Com a redução do imposto, o custo de adquirir o produto de empresas que recolhem o imposto será o mesmo de adquirir de quem sonega, e isso não significa diminuição de custos, afirma. Segundo dados da Abate, os preços devem cair, mas por outro motivo. A partir de fevereiro, teremos a safra bovina do Centro-sul do País, o que implica na queda de preços. Além disso, os produtores do Mato Grosso do Sul estão impedidos de comercializar a mercadoria em São Paulo, por causa da maior incidência da febre aftosa em seus rebanhos. Sem poder vender para São Paulo, o caminho natural do produto é o Nordeste, afirma. Para o presidente da Abate, a medida da Secretaria da Fazenda está na contramão do que fazem outros Estados que preferem dar incentivos para a carne abatida internamente. A medida da Fazenda tende a tornar Pernambuco dependente da carne produzida no Centro-sul, o que significa que eles irão determinar o que o pernambucano irá consumir e a que preço, diz. Para ele, a longo prazo, isso pode decretar o fim da pecuária no Estado, inclusive da bacia leiteira. |
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