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CONSUMO III
Cesta básica sobe 6,10% no Recife

A cesta básica no Recife aumentou 6,1% em dezembro, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). No acumulado de 1999, houve uma variação de 5,74% no preço da cesta, que é composta por 12 produtos. O percentual é pouco maior do que o registrado em 98, quando o aumento foi de 5,24%.

Em dezembro, os produtos que mais contribuíram para o aumento foram o tomate (21,69%), [/TEXTO]a manteiga (17,76%) e o café (7,91%). Por outro lado, o açúcar sofreu uma queda de 11,59% no seu preço e farinha de mandioca caiu 0,93%.

Já no acumulado do ano de 99, os produtos que sofreram maiores altas foram o açúcar (41,86%), manteiga (36,38%), café (17,77%), carne (16,67%) e óleo de soja (14,53%). As maiores quedas foram registradas no feijão (-26,67%) e no tomate (-4,72%).

Apesar de a cesta básica recifense ter registrado a maior alta mensal entre 16 capitais pesquisadas, a capital pernambucana ocupa a sexta posição entre as mais baratas do País. Ao custo de R$ 90,21, os doze produtos têm preço abaixo dos praticados em São Paulo, por exemplo, que está em primeiro lugar com o valor de R$ 111,96. A segunda cesta mais cara é a de Porto Alegre, que custa R$ 105,71.

Com exceção de Goiânia, as sete cestas básicas mais baratas estão todas no Nordeste. A primeira posição é ocupada por Salvador, onde os produtos saem por R$ 81,89. Em seguida vem Fortaleza, com custo total de R$ 85,24.

Entre os produtos pesquisados, a carne é a mais cara: 4,5 quilos chega ao consumidor por R$ 22,68. O leite vem em seguida: seis litros custam R$ 5,22.

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Jornal do Commercio
Recife - 07.01.2000
Sexta-feira