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Geriatra estuda males da depressão nos idosos

Embora atinja cerca de 50% da população idosa do Brasil, a depressão ainda não é considerada pelos especialistas uma doença da terceira idade. Por conta desse alto índice, o geriatra João Toniolo Melo começou a realizar uma série de estudos visando identificar os níveis de depressão na população de terceira idade. "Vamos realizar questionários e exames laboratoriais que revelem as alterações relativas ao humor, memória e contagem hormonal", esclarece o médico Toniolo.

Caso os exames sejam positivos, o tratamento em pacientes da terceira idade, assim como em qualquer outro, será feito com antidepressivos. Os cuidados na administração do medicamento, entretanto, devem ser bem maiores, uma vez que o aumento da idade torna o organismo mais sensível e o metabolismo mais lento, intensificando as chances do idoso apresentar efeitos adversos e mesmo problemas com intoxicação.

Para o especialista, a falta de sensibilidade de grande parte dos médicos para o problema contribui para que os sintomas da doença não sejam identificados de imediato nos idosos. De acordo com ele, a avaliação do paciente mais velho exige atenção redobrada.

CAUSAS - "Muitas vezes a depressão é desencadeada por problemas neuroquímicos ou presença de outras enfermidades - a exemplo de câncer e dores crônicas -, trazendo sintomas que variam da apatia total à agressividade, além de queixas clínicas como falta de ar e déficit de memória. Entre os principais atingidos estão as mulheres que, segundo Toniolo, têm uma expectativa de vida maior e apresentam mais distúrbios hormonais, potencializando o surgimento da doença.

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Jornal do Commercio
Recife - 02.01.2000
Domingo