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PROTESTO
Manifestantes querem Elián nos EUA

MIAMI - Em torno de 500 manifestantes descontentes com a possível retorno a Cuba do menino Elián González romperam as barreiras da polícia e bloquearam o trânsito nas ruas do centro de Miami (Flórida) e a entrada do porto, um dos mais importantes do país.

Alguns manifestantes abriram uma enorme bandeira cubana e bloquearam a rua Flagler, e outros com cartazes e bandeiras cubanos fizeram o mesmo no Biscayne Boulevard em pleno centro comercial da capital do exílio cubano, fechando assim a entrada ao porto de Miami, onde a polícia a protegia.

"Clinton, covarde, Miami está ardendo", gritavam algumas das quase 500 pessoas convocadas por grupos anticastristas. "Que (Elián) fique por aqui e que Cuba seja livre para que depois possa voltar conosco, quando Cuba for livre", disse Jorge Luis Delgano, oriundo de Camagey (Centro-Leste de Cuba).

Os manifestantes, convocadas por grupos contrário ao governo de Fidel como "Hermanos al Rescate" e "Movimiento Democracia" protestarm contra a decisão de quarta-feira do Serviço de Imigração e Naturalização dos Estados Unidos, que decidiu pelo regresso de Elián para a ilha.

Os manifestantes abriram uma enorme bandeira cubana e bloquearam a Rua Flagler e a Biscayne Boulevard, no centro comercial .

Depois do protesto sem violência, que durou uma hora, os policiais prenderam 50 pessoas e reabriram o acesso ao porto.

Spencer Eig, um dos parentes em Miami do menino, apelou a Promotora Geral dos Estados Unidos, Janet Reno, pela revogação da decisão pela qual Elián deve voltara para Cuba antes de 14 de janeiro.

Apesar disso, Reno disse hoje em Washington que apóia a decisão do Serviço de Imigração, apesar de não descartar uma mudança de opinião futura.

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Jornal do Commercio
Recife - 07.01.2000
Sexta-feira