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JC NEGÓCIOS
Fernando Castilho

"Minha luta é tentar botar coisas complexas em uma linguagem simples. Geralmente, fracasso"

JOÃO CABRAL DE MELO NETO
Poeta pernambucano

Cimento mais caro

O preço do cimento, o principal insumo para a construção e as reformas, vai ficar mais caro nos próximos meses. A indústria de cimento regional, dominada por três grandes grupos econômicos,já decidiu que o produto deve chegar em março custando cerca de R$ 12,02 o saco de 50 quilos.

Os próprios revendedores das indústrias estão comunicando a majoração aos seus clientes, de forma extra-oficial, mas daquele modo bastante convincente que só os vendedores que trabalham para as organizações oligopolistas sabem fazer.

O preço atual do saco de 50 quilos está em torno de R$ 8,70, mas em julho do ano passado, por exemplo, com míseros R$ 5,45 se levava para casa a mesma quantidade do produto. A alta no período chega a 59,63%.

A elevação do preço tem um lado bom e um lado ruim, como tudo na vida, aliás. O lado negativo é o possível repasse da alta dos custos para o preço final dos imóveis, prejudicando o pobre comprador de apartamento. Os construtores, neste caso, tem duas opções: ou compram cimento ou compram do mesmo jeito, já que ainda não se liga tijolo com farinha. Na maioria esmagadora dos prédios, pelo menos.

Antes dos empresários do setor de construção, os principais prejudicados com o preço mais caro do cimento são os populares que nos finais de semana usam o tempo livre para fazer aquela puxadinha que o Caco Antibes tanto critica no domingo à noite. Mal sabe o loiro global que a mania do pobre sustenta o faturamento da Votorantin, João Santos (Nassau) e atraiu o interesse até do grupo português Cimpor.

O movimento de recuperação dos preços, por outro lado, tem como aspecto positivo a retomada da perspectiva de crescimento da economia nacional. Uma empresa não aumentaria preço se soubesse que o mercado não absorveria. Com a economia estável e a melhoria da condição de emprego, os consumidores deverão construir mais, especialmente porque se constrói mais nos meses de verão.

Te cuida, Ratinho

A empresa pernambucana Proleve, dos empresários Eduardo Carvalheira e Fernando Remígio, peitará as grandes indústrias de complemento alimentar, donas das marcas Inatura e Diet Shake. Na próxima semana, a Proleve lança o complemento New Diet, com sabor cacau e baunilha, usado por quem quer emagrecer. O produto será distribuído no Nordeste e posteriormente no Sul do País.

Briga do sabonete

A tradicional indústria pernambucana Raimundo da Fonte, do empresário Alexandre da Fonte, além do caminhão de produtos que fabrica em Igarassu, entrará no mercado de sabonetes, concorrendo de frente com a poderosa multinacional Gessy Lever. O produto chega ao mercado em março, após dois anos de pesquisas.

A última dos lusos

O trade turístico vai estar em festa dias 16, 17 e 18 de maio. A Assempe estará recebendo na Sudene a visita de 300 empresários ligados a Associação dos Hotéis de Portugal, interessados em oportunidades de negócios em Pernambuco. Vamos esconder os livros de anedotas com nossos irmãos de além-mar.

Tio San está de olho no Nordeste

O executivo Aurivaldo Coimbra de Oliveira, principal sócio da empresa de consultoria Ernst & Young Auditores Independentes em Pernambuco, acaba de ser aceito entre os novos sócios da Câmara Americana de Comércio (Amcham).

Alta rotatividade

A superintendência do Bando do Brasil no Estado terá um novo ocupante na próxima terça-feira ou quarta-feira. O superintendente do banco em Brasília, Paulo Roberto de Oliveira, assume o posto, em substituição ao capixaba José Ronaldo de Mello. O funcionário demissionário foi convidado para assumir a superintendência do BB no Piauí, recusou, pediu aposentadoria e está indo trabalhar para o Governo do Espírito Santo.

Fritura no rodízio

Mello nega, mas no meio empresarial local e entre os funcionários do BB ninguém dá um real furado pela versão de que a troca não teve motivação política. O primeiro indício é a precocidade da substituição. Ele estava em Pernambuco há apenas seis meses. Normalmente, os superintendentes passam dois anos na disputada cadeira. Depois, Mello é ligado ao ex-presidente Ximenes. Hoje, quem dá as cartas é a turma de Andrea Callabi.

O projeto do Funape que será votado nesta manhã, na Assembléia Legislativa, salvo alteração de última hora, prevê que os servidores serão atendidos pelo Ipsep durante seis meses após a publicação da lei. Após o prazo, o Governo se reunirá com os representantes dos servidores para definir uma alternativa de assistência médica para o funcionalismo. Apesar do natural desmentido, este JC já divulgou que a mudança implica em mais descontos nos salários.

Errei feio ontem ao informar que a rede de lojas Eletroshopping, junto com a Credieletro, havia fechado. São duas empresas distintas e apenas a segunda, a Credieletro, fechou as portas, conforme divulgado. Peço desculpas aos leitores e principalmente ao empresário Ricardo Saunders, dono da Eletroshopping, pelos dissabores causados pela notícia infundada. Com seis anos de mercado e oito lojas no Grande do Recife, a rede tem planos de expansão para 2000.

castilho@jc.com.br


Jornal do Commercio
Recife - 07.01.2000
Sexta-feira