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ATENAS
O berço do ocidente

Ela não tem o mesmo fascínio das ilhas gregas. Os seus próprios habitantes a acham um pouco feia, cinzenta e barulhenta. Mas Atenas atrai bem mais pela sua história do que pela aparência. De todos os pontos da cidade, berço da civilização ocidental, emergem ruínas colossais, traços de uma época de esplendor cultural, político e social. Em meio a prédios modernos que se comprimem num pequeno espaço, brotam resquícios de templos de mais de dois mil anos antes de Cristo. Majestosos, eles ainda resistem à erosão e à poluição do dióxido de carbono, exalado pelos automóveis que percorrem suas ruas freneticamente. Atenas é assim, uma cidade estressante, com mais de 5 milhões de moradores. No entanto, o seu diferencial está justamente em possuir lugares onde o turista pode voltar a um passado milenar.

A primeira parada deste roteiro "túnel do tempo" é mesmo a Acrópole (do grego acro: ponto mais alto; e polis: cidade). A sua localização estratégica, cercada de montanhas e próxima ao mar Mediterrâneo, fez da Acrópole o lugar ideal para o refúgio e defesa dos primeiros povos. Residência real desde o século 13 antes de Cristo, a Acrópole tornou-se posteriormente um santuário religioso.

Imagine seguir as pegadas dos grandes pensadores gregos, como Sócrates e Platão. Ou caminhar por onde os líderes antenienses discutiam as primeiras teorias sobre o "governo do povo", a democracia. Logo de início, você vai se deparar com o Parthenon que fica bem no centro da Acrópole, erguido todo em mármore a comando do líder ateniense Péricles, entre 447 e 433 a.C. Durante o período de dominação turca, o monumento foi até transformado em mesquita.

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Jornal do Commercio
Recife - 06.01.2000
Quinta-feira