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FERNANDO DE NORONHA Dentro d'água, a maior atração da ilha por IVAN
MORAES A 580 quilômetros na direção nordeste do Recife repousa um dos maiores santuários de vida marinha do planeta: Fernando de Noronha, um paraíso composto de 21 ilhas e ilhotas que compõem uma área total de 27 quilômetros quadrados. Há no arquipélago uma infinidade de peixes e outros seres marinhos que encantam o visitante subaquático. Isto se dá principalmente pelo fato de as ilhas serem banhadas pela corrente sul equatorial, que traz consigo boa parte da fauna da costa oeste africana. A comodidade não está somente na temperatura amena da água (com média anual de 26.7ºC) e na visibilidade que, em dias de mar calmo chega até a 50 metros. Todos os mais de trinta locais de mergulho do arquipélago estão de 10 a 40 minutos de viagem de barco. Lá vivem grandes animais pelágicos, como tartarugas e arraias. Os grandes astros do lugar, porém, são tubarões lambarú, ponta-preta e touro, vistos praticamente em toda parte. Apesar de não haver uma grande concentração de corais num só lugar, as dezoito espécies que ocorrem no Brasil são encontradas no arquipélago. SANTUÁRIO - "Há mergulhos para todos os gostos", anuncia o ilhéu Cezário Costa, da Noronha Divers, uma das três operadoras da ilha. "O visitante menos experiente pode se aventurar nos pontos da Ilha da Rata enquanto os de maior bagagem podem ir no naufrágio da Corveta Ypiranga, que chega aos 64 metros de profundidade", anuncia, com a experiência de doze anos e mais de oito mil mergulhos nas ilhas. Conhecimento de causa é o que também não falta a Eduardo Braconi, presidente da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Submarinos (CBPDS). "Um mergulhador brasileiro não é completo até que mergulhe em Noronha", avisa. O point que mais encanta é a Pedra Seca, formação rochosa que reúne exemplares de quase toda a vida marinha da ilha. O ponto foi classificado entre os dez melhores do mundo para a prática do mergulho autônomo, de acordo com a revista especializada Náutica. "Já levei um casal de belgas que tinha mais de 6.500 mergulhos, e depois que visitaram a Pedra Seca, disseram que todos os outros foram apagados da mente", orgulha-se Cezário. Qualquer um pode mergulhar em Noronha. Todas as operadoras fazem o chamado "batismo", em que é dada uma breve explicação ao neófito. Dentro d'água, o pretenso mergulhador passa todo o tempo acompanhado por um instrutor. "Já levei até deficientes físicos e portadores de síndromes de down", conta Cezário, que também se especializou na técnica. "Assim como os golfinhos, o mergulho faz muito bem a crianças especiais", garante. Serviço Vôos para as ilhas que partem de
Natal, no Rio Grande do Norte, são sempre mais baratos e
mais rápidos, com preços a partir de R$ 260,00 e
duração de uma hora. Pela capital pernambucana, os
preços ficam um pouco mais altos. A passagem não sai
por menos de R$ 450,00 (ida e volta) e a viagem demora
uma hora e meia. Todas as acomodações disponíveis são
em pousadas. Apesar do pouco luxo, as diárias custam uma
média de R$ 50,00. Como tudo no arquipélago, o mergulho
é um dos mais caros do Brasil. Na alta estação, o
mergulhador paga R$ em média 80,00, mais R$ 9,00 que
vão para o Ibama. |
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