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EMPREENDIMENTO
Costa do Sauípe é a nova atração do turismo nacional

por MONA LISA DOURADO

Dentro de pouco mais de seis meses estará sendo inaugurado no Brasil o primeiro megaresort do País, que pretende ser um dos maiores e mais sofisticados complexos hoteleiros da América Latina. O projeto da Costa do Sauípe, construído numa área de 172 hectares, prevê para 02 de julho do próximo ano, data da independência da Bahia, o início do funcionamento de dois hotéis cinco estrelas, dois quatro estrelas, um all inclusive e seis pousadas temáticas, que, juntos, somam uma oferta de 1.650 novos apartamentos na hotelaria do Estado. O complexo fica a apenas 70 quilômetros de Salvador.

De acordo com Gilvan Santos, gerente financeiro da Sauípe Hotels e Resorts, a verba destinada ao projeto é de US$ 204 milhões, financiados pela Previ Fundo de Pensões dos Funcionários do Banco do Brasil, além de mais US$ 30 milhões concedidos pelo governo da Bahia, através do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), para serem aplicados na infra-estrutura básica local, como energia e saneamento.

"Existia a necessidade de se fazer algo de grande repercussão para promover a volta do Brasil ao mercado internacional de forma intensa. Sauípe representa o nascimento de um plano maior de promoção do País e, em particular, da Bahia, como destino", conta Santos. A idéia é a de que, num futuro próximo, a área seja aproveitada para realização de outros empreendimentos, tornando a região um pólo modelo de turismo.

Nessa primeira fase, entre as redes que irão operar hotéis do empreendimento, estão as francesas Grand Mercure e Sofitel, as americanas Renaissance e Marriot e a jamaicana Superclubs. As administradoras garantem que, apesar de a quantidade da oferta de quartos, não haverá concorrência interna por parte delas, uma vez que cada hotel será destinado a um perfil diferente de hóspede.

Assim, alguns estabelecimentos captarão turistas individuais, grupos ou famílias, enquanto outro será concebido para abrigar eventos e convenções, como é o caso do Sofitel, com capacidade para até 2 mil pessoas.

Os preços das diárias devem variar segundo o porte dos hotéis e a projeção é a de que, nos dois primeiros anos de funcionamento, atinja-se uma taxa média de 55% de ocupação. Do total de hóspedes, estima-se que 70% sejam brasileiros, devendo a diferença ser procurada no exterior através de estratégias de divulgação e marketing.

Além dos seis quilômetros de praia em seu entorno, uma das principais atrações do megaresort do Sauípe, de uso comum a todos os hóspedes, será uma `pequena cidade', batizada de Vila Nova da Praia, um espaço comercial de entretenimento e lazer, projetado em estilo colonial para o turista se sentir num verdadeiro lugarejo, porém dotado de todo o conforto e comodidade da cidade grande.

Ao redor da vila, encontram-se bares, restaurantes, lojas de artesanato, boutiques, posto de saúde, bancos e correio, assim como as seis pousadas temáticas, cada uma inspirada num aspecto diferente, lembrando os costumes, as festas, as histórias e os personagens baianos. Pousada Pelourinho, Pousada Maria Bonita, Pousada Gabriela e Pousada Carnaval são algumas delas.

Os hóspedes terão ainda à disposição, de acordo com o projeto, inúmeras atividades esportivas e recreativas. Delas, merecem destaque: o Clube de Tênis, com 15 quadras, e um campo de golfe, com 66 hectares de área e 18 buracos, ambos construídos com equipamentos exigidos para a realização de torneios nacionais e internacionais, além do Centro Equestre, estruturado para receber desportistas profissionais, mas também proporcionar diversão aos amadores.

MEIO AMBIENTE - Por estar localizado numa Área de Proteção Ambiental, com quilômetros de manguezais, restingas, rios, dunas e trechos de Mata Atlântica, o projeto do megaresort do Sauípe, garantem os inves- tidores, só começou a ser instalado em fevereiro do ano passado, após a realização de um amplo estudo de impacto ambiental. Apesar dos estudos, o local ainda sofreu uma supressão de 21 hectares de vegetação nativa.

Gilvan Santos explica que todo o trabalho tem sido acompanhado pelos órgãos estaduais responsáveis pela manutenção das áreas preservadas: "Até agora não tivemos problemas relevantes, mesmo porque pretendemos nos servir dos aspectos naturais como ponto forte na atração do turista".

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Jornal do Commercio
Recife - 06.01.2000
Quinta-feira