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ALEX

Idade sem fronteiras

Pensei que algum dos jornalistas jovens que predominam na redação perguntasse minha idade. Ninguém perguntou, o que significa que todos estão acima do preconceito. Caso perguntasse eu responderia com a voz de Wordsworth: “Pois, embora nada devolva a hora do esplendor da relva, da glória na flor, não sofreremos: antes encontramos força no que ficou para trás”.

É o que faço. Reúno todo o tempo de jornalista num só bloco e trabalho hoje como se fosse o começo, julgando o que escrevi só depois que leio o texto impresso, principalmente estes comentários rápidos e efêmeros. Quero dizer que os jovens me tratam muito bem. O progresso me afastou do prolongado convívio na redação. Não aprendi a digitar bem e apenas corrijo a coluna. E eles diante do computador, com a expressão de que flutuam, mergulhados no mundo particular de suas idéias, frases, cumprindo suas tarefas. Não sobra tempo para ninguém, nos dias atuais. Mas seria bom dizer, com todo progresso, o trabalho antigo e o novo são iguais. Estamos no mesmo barco.

Carreira

Lentamente André Rio foi fazendo sua carreira e hoje está com foto e destaque em página do programa do Montreux Jazz Festival, versão 2000. Apresentado como nome em ascensão no rítmo do rock com as variações da música popular do Nordeste. Dia 16 de julho, ele se apresenta no Auditorium Stravinski, numa noite brasileira ao lado de grandes nomes da música internacional contemporânea.

A poesia

Roberto Magalhães inspirou-se no poeta Manuel Bandeira citando trechos da “Evocação ao Recife”, ao inaugurar as reformas da Praça Calazans, na Madalena, juntamente com o vereador Fred Oliveira. O prefeito lembrou que além das novas obras que vem realizando ele também tem a obrigação de preservar a beleza do Recife.

Montreux

O suíço Pierre Landolt, um dos principais diretores do Montreux Jazz Festival, passou pelo Recife e trouxe para o redator desta coluna o catálogo completo e bem ilustrado da 34ª realização de Jazz de Montreux, um produto genuinamente suíço, como o chocolate, os remédios, bancos etc. Neste 2000 o festival é definido por uma esfera muito criativa simbolizando o recomeço, o novo como também a continuação (já era uma tradição). O festival presta uma homenagem ao compositor e cantor Serge Gainsbourg e acontecerá entre 7 e 22 de julho.
Na parte dedicada ao Brasil Pernambuco está vitorioso porque o título diz “Carnaval de Olinda” e vem o sub-título: “Brasil: o apelo do Norte”. O texto em francês fala na música do Nordeste representada pelos seus grandes intérpretes. Duas fotos ilustram a parte brasileira onde aparecem Elba Ramalho, Alceu Valença, Naná Vasconcelos e André Rio, que vai cantar. Recife e Olinda brilharam no excelente programa que recebi. Falam no forró, no frevo e maracatu. Lembram Chico Science e Dominguinhos. Só Pernambuco mereceu uma página especial do catálogo, mas estarão lá a Banda Eva, Martinho da Vila, Paralamas do Sucesso, Geraldo Azevedo, Lula Queiroga, Moraes Moreira e uma orquestra de frevo.

O professor Geovane Tenório segue para São Paulo onde ficará até o dia 14 participando do Congresso Intercontinental de Implantodontia, no Anhembi.

Além de outras boas e atuais reportagens a Isto É, desta semana, tem excelente texto sobre Sandra Bréa e sua coragem diante da doença. O único amigo que ficou ao seu lado foi Ney Latorraca. Agora fiquei simpatizando com este ator.

O curso de Artes e Comunicação da UFPE fez curso sobre pintura acrílica, coordenado pelo professor Fernando Guimarães. A pintora Janete Buffa foi apontada como uma das que melhor conhecem o acrílico e sua técnica.

O presidente da Caixa de Assistência dos Advogados, Fernando Araújo, foi eleito para a Academia de Ciências Sociais e Políticas.


Jornal do Commercio
Recife - 10.05.2000
Quarta-feira