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ARRUMAÇÃO
Subsistema será diferente do SNI

BRASÍLIA – O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Alberto Cardoso, informou ontem que o recém-criado Subsistema de Inteligência de Segurança Pública não exigirá contratação de novos agentes, mesmo admitindo que o orçamento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) precisará de reforço de R$ 2 a 3 milhões ao ano.

O ministro da Justiça, José Gregori, ressaltou que o subsistema não será a reedição do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), porque a captação de informações será feita dentro das regras democráticas. Gregori disse que os Governos precisam obter de forma rápida dados sobre ações de movimentos sociais para não serem surpreendidos, como ocorreu na invasão de prédios públicos pelo Movimento Sem Terra (MST).

“Não se identificará no trabalho da Abin o que acontecia no passado, que era condenável: em vez de colher os fatos e de interpretá-los, eles os fabricavam”, disse Gregori.

Para Cardoso, o alvo principal é o crime organizado: “ Não será o renascimento do SNI. Trata-se de um sistema voltado para a segurança pública, onde o alvo é o crime organizado e o crime em geral”.

Cardoso explicou que Estados e municípios não serão obrigados a colaborar com o subsistema. Mas a expectativa é que todos os governadores aceitem firmar convênio com a Abin. Até ontem, pelo menos 20 haviam mostrado interesse em participar do sistema que permitirá troca de informações entre Secretarias de Segurança estaduais, Ministério da Justiça e Gabinete de Segurança Institucional.

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Jornal do Commercio
Recife - 10.05.2000
Quarta-feira

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