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DENÚNCIA II Condenado nega ter pago R$ 100 mil por habeas corpus SALVADOR, BA Condenado pela Justiça baiana por assalto a caminhões de cargas no Estado, Wander Dorneles negou ontem à CPI do Narcotráfico ter desembolsado R$ 100 mil para pagamento de um habeas corpus. Segundo denúncias apuradas pela CPI, os desembargadores Mário Albiani e Walter Brandão e o deputado Pedro Alcântara (PFL-BA) teriam pressionado o desembargador Lourival Batista a conceder o habeas corpus em favor de Dorneles. Batista publicou um despacho no Diário do Poder Judiciário informando ter sido pressionado por Brandão, Albiani e Alcântara a conceder o habeas corpus. O deputado e os desembargadores negam envolvimento com o assaltante. Segundo o deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), Dorneles entrou em contradição durante seu depoimento. Ele não conseguiu explicar a origem do dinheiro com que pagou os cinco advogados que o defenderam na ação, disse Pellegrino. Ao perceber a contradição, Dorneles recuou e disse que sua família vendeu um apartamento para saldar a dívida com os advogados. À tarde, a CPI do Narcotráfico ouviu também o comerciante Edimar Medrado, preso em Juazeiro (BA) no início do ano, acusado de comprar cargas de alimentos sem nota fiscal e o promotor público Luís Augusto Santana. O comerciante contou aos parlamentares que recebeu uma proposta para subornar o delegado Adailton Adan, responsável pela investigação da carga roubada. |
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