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PATRIMÔNIO COLÉGIO AMEAÇA POÇO DA PANELA A instalação de uma escola de ensino médio no casarão de número 191 da Estrada Real do Poço está mobilizando os moradores do Sítio Histórico do Poço da Panela. Segundo eles as obras iniciadas no terreno, para construção das salas de aula, tiveram repercussão nas residências antigas da via: por causa do uso do bate-estaca, uma casa apresenta rachadura na parede e outra teve a piscina danificada. Apesar de o terreno ter sido preparado, as salas de aula não chegaram a ser construídas. A obra foi embargada e interditada pela Prefeitura do Recife. Os moradores fizeram um abaixo-assinado com mais de cem nomes contra o funcionamento do colégio Núcleo de Apoio Pedagógico (NAP) naquele imóvel e estão discutindo o assunto com a secretária de Planejamento do Recife, Celecina Pontual. Assinam o documento moradores da Estrada Real do Poço e das ruas Soares de Azevedo, Professor Edgar Altino, Virgílio de Oliveira, Irmã Maria da Paz e outras. A comunidade reclama do excesso de carro e do barulho provocado pelos estudantes. Temos o privilégio de morar em um oásis dentro do Recife, mas nossa tranqüilidade está ameaçada com a chegada do colégio, afirma a Marisa Câmara, moradora da Estrada Real do Poço há 34 anos. Ela disse que não havia dimensionado o problema porque pensava que o casarão iria abrigar uma biblioteca e um centro de estudos para os professores do NAP. Foi isso que nos disseram inicialmente, quando procuramos saber o que estava acontecendo no casarão, sublinha Marisa Câmara. Ela e o marido, Júlio Câmara, reclamam das complicações no trânsito e dos abusos cometidos pelos estudantes que têm carro, após a instalação da escola no primeiro semestre deste ano. A Estrada Real do Poço ficou congestionada, porque os pais param em fila dupla na hora de levar e buscar os filhos na escola. Para piorar, nossa única saída é a Avenida 17 de Agosto, o trânsito local está sofrendo muito, diz Júlio Câmara. Além disso, muitos dos estudantes estão fazendo da Rua Soares de Azevedo uma pista de corrida, completa Marisa Câmara. Ela acrescenta que o proprietário do colégio deveria ter consultado a comunidade previamente. |
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