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PATRIMÔNIO II Moradora vai à Justiça por danos materiais A proprietária do imóvel 293 da Estrada Real do Poço, Zélia Macedo, que no momento está viajando, vai mover uma ação contra a escola, por danos materiais. A casa dela está com a parede rachada e os familiares garantem que o problema surgiu logo após ter início o trabalho do bate-estaca no terreno do casarão. Moradora do Poço da Panela há 50 anos, Juraci Pragana Dias também discorda da instalação do colégio no casarão. Se tivessem nos consultado, teríamos dito que uma escola não combina com a nossa condição de patrimônio histórico, destaca. Ela disse que ao tentar saber informações sobre a obra, em junho passado, funcionários do colégio disseram que o prédio seria ocupado com atividades de recreação e para reunião dos professores. Juraci é tia da proprietária do imóvel que teve a piscina rachada. Procurei o colégio e contei o que tinha acontecido. Os engenheiros vieram e disseram que a piscina já tinha problemas antigos, o que não é verdade. O nível da água começou a baixar por causa do bate-estaca. Assim mesmo, o proprietário da escola pagou o conserto. Ela também critica a derrubada de seis árvores antigas do terreno um coqueiro, um pé de fruta-pão, duas mangueiras e dois pés de dendê. Eu mesma fiquei preocupada com a movimentação de terra, pois o trator cavava o quintal e a areia ficava acumulada no meu muro. A secretária de Planejamento, Celecina Pontual, disse que a situação da escola é ilegal. O proprietário do NAP fez uma consulta prévia à URB, para saber se era viável um escola na Estrada Real do Poço. A URB respondeu que sim, mas foi um equívoco. Independente disso, ele não tem licença de funcionamento, salienta. De acordo com Celecina Pontual, se o NAP não aceitar a proposta da comunidade, de ficar no imóvel só até o final de 2000, fica valendo a proposta da prefeitura: a escola sai do casarão em junho, ao término do primeiro semestre letivo. |
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