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PATRIMÔNIO IV Dono diz que escola fica no imóvel até 2001 Alexandre Costa, dono do NAP, disse que só vai desocupar o imóvel em dezembro de 2001. Tenho compromisso com os alunos e, além do mais, não existe lei que impeça o funcionamento de escola em sítio histórico. O problema gerado pelo colégio é de trânsito e não de preservação, defende-se. O casarão foi alugado ao NAP por um período de cinco anos, até 2004. Não me instalei no prédio aleatoriamente, garante. Costa disse que em outubro de 1998 encaminhou um documento à 3ª Regional da URB perguntando a viabilidade de abrir uma escola no casarão. Recebi uma certidão narrativa da URB autorizando o pleito. Ele acrescenta que, no ano passado, investiu na recuperação do imóvel, sem alterar as características arquitetônicas originais. Em janeiro deste ano, solicitei a licença para funcionamento e fui surpreendido com as dificuldades criadas pela Prefeitura, apesar de o pedido ter sido aceito na consulta prévia. Seriam construídas oito salas de aula no terreno. Ele explica que pretendia transferir parte da escola, que funciona desde 1998 no Colégio Sagrada Família, em Casa Forte, para o casarão da Estrada Real do Poço. São cerca de 550 alunos das duas primeiras séries do ensino médio. Como a obra foi embargada, o NAP aproveitou uma estrutura deixada pela Casa Cor (evento que ocupou o casarão em novembro passado) no quintal do prédio, fez as adaptações necessárias e abriu as salas de aula. A escola está funcionando desde março, no horário das 7h15 às 12h20. Com relação às queixas da comunidade, Alexandre Costa disse que não há exigência legal que o obrigue a consultar os moradores, para saber se eles querem ou não a presença da escola. Porém, acrescenta que não tem interesse em ficar num local que prejudique a comunidade. Se arrumar um outro local, antes de dezembro de 2001, transfiro a escola . Ele disse que entende os transtornos de quem mora na frente de um colégio, mas destaca que o único problema a ser equacionado é o trânsito, pois o NAP é uma empresa de pequeno porte. Os alunos não fazem zoada, isso é preconceito com a juventude. As salas de aula são climatizadas e não existe comércio ambulante na porta do colégio. Ao se pronunciar sobre os danos causados aos imóveis, pelo bate-estaca, Alexandre Costa disse que a empresa assumiria todos os prejuízos que tivessem procedência. Um único morador me procurou e apesar de nossa equipe técnica ter constatado que o problema na piscina era antigo, o NAP fez o serviço. Desconheço a casa rachada, o proprietário não me procurou. |
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