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TRANSPORTE
Jaboatão demarca território de taxistas

Depois do Recife e Olinda, agora é a vez de Jaboatão dos Guararapes entrar na guerra pela demarcação de territórios de atuação exclusiva dos táxis inscritos no município. Ontem, o prefeito Fernando Rodovalho sancionou a lei 01/99, que veta a atuação de taxistas de outras cidades em Jaboatão. A luta pela preservação das ‘praças’ foi iniciada no Recife, em agosto de 99, com a regulamentação de uma lei de teor semelhante. Desde então, a questão já motivou protestos e ainda causa polêmica entre os motoristas do Grande Recife.

Para os taxistas de Jaboatão, a medida vai melhorar as condições de trabalho da categoria. “Fomos a última cidade a correr atrás do prejuízo”, afirmou o secretário do Sindicato dos Taxistas do município, João Amorim. Segundo ele, representantes de Olinda, Jaboatão e Paulista deram entrada em um mandado de segurança contra a lei sancionada no Recife, em 99. “Não tivemos sucesso, por isso cada cidade criou estratégias de defesa”.

Apesar de considerarem a lei justa, muitos taxistas sugerem a criação de uma legislação unificada para todos os municípios da região metropolitana como a melhor saída. “Com a separação, a categoria fica desorganizada e sem poder para lutar contra problemas conjuntos, como a falta de segurança”, afirmou José Roberto Cavalcanti, taxista de Jaboatão. Segundo ele, as leis prejudicam também os passageiros. “Somos obrigados a cobrar bandeira dois quando entramos nos municípios vizinhos”.

Unificar as leis também é a proposta dos taxistas olindenses. “O número de usuários de táxi está diminuindo. Precisamos pensar em soluções coletivas”, afirmou Washington Luis da Rocha. Já os motoristas recifenses, são contrários à idéia. “Os taxistas vêm para o Recife, onde há mais espaço e clientes”, explicou Reginaldo dos Santos.

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Jornal do Commercio
Recife - 10.05.2000
Quarta-feira