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TERRAS II Agricultores fecham ponte em Petrolina PETROLINA Ontem, durante uma hora e meia, a Ponte Presidente Dutra, que liga a cidade de Petrolina a Juazeiro (BA), foi interditada por mais de mil agricultores ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura em Pernambuco (Fetape) que estão a caminho de Brasília para participar da manifestação Grito da Terra. Pelo menos 13 ônibus trazendo representantes de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia chegaram à região para a primeira etapa do movimento. Antes das 7h, mais de cem homens das polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal já estavam de prontidão na ponte para evitar tumultos na rodovia. Apesar de todo o efetivo ter feito o possível para controlar a mobilização, o engarrafamento nos dois sentidos da ponte foi inevitável, deixando muitos motoristas irritados. Essas barreiras na ponte só atrasam a vida da gente", reclamou o caminhoneiro Edvaldo Miranda, 42 anos, que seguia para Salvador (BA) onde deixaria uma carga de alimentos e enlatados. No entanto, os policiais conseguiram amenizar a situação ao convencer os manifestantes a usarem apenas uma faixa da ponte, deixando a outra livre para o fluxo de veículos. O presidente da Fetape, Antônio Marques dos Santos, disse que a parada na Presidente Dutra (a segunda manifestação em menos de uma semana) foi o ponto de partida do Grito da Terra que, segundo ele, pretende convocar a sociedade a desenvolver um projeto voltado para o povo. O que o Governo Federal está desenvolvendo é um projeto neoliberal feito pelas e para as elites, protestou Santos. Ele disse que os trabalhadores rurais levam na bagagem uma pauta de reivindicações voltadas, principalmente, para a política fundiária. Precisamos acordar o presidente Fernando Henrique para a realidade da tragédia em que estamos vivenciando no campo, aponta o líder da Fetape, acrescentando que as promessas continuam apenas no papel. Ainda de acordo com ele, não adianta ter terra sem condições de plantar por falta de capacitação, assistência técnica e investimentos em infra-estrutura. A interdição da ponte contou com apoio da CUT e sindicatos da região. |
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