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CPI DOS MEDICAMENTOS Sindicato acusa PCR de desperdício de remédios O presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, Ricardo Paiva, apresentou, ontem, aos deputados da CPI Estadual dos Medicamentos, uma denúncia do Sindsaúde que acusa a Prefeitura do Recife de ter desperdiçado dinheiro público com a incineração de grande quantidade de remédios, em 1997. Paiva foi o primeiro a ser ouvido na sessão inaugural de coleta de depoimentos da CPI, na Assembléia Legislativa. Segundo o documento do Sindsaúde, o município torrou R$ 3 milhões em medicamentos. A prefeitura alegou que a droga estava vencida, mas a resposta não nos convenceu. Isso é problema administrativo porque o produto deveria ter sido distribuído antes do prazo de validade. Faltam remédios nos hospitais e há um grande desperdício, reclamou. Paiva propôs, também, a criação de uma lista de preços a ser publicada semanalmente na imprensa com os valores dos 100 medicamentos mais vendidos nas farmácias. De acordo com ele, a medida pode acabar com o abuso nos preços, que apresentam variação de até 100%. Ele pediu apoio dos deputados na viabilização da parceria entre os laboratórios Lafepe, Hebron e Pharmus, que pretende fabricar remédios até 50% mais barato para ser vendido em hospitais públicos. DOSSIÊ O outro depoente foi o representante do Sindicato dos Farmacêuticos, Hermias Veloso. Ele entregou um dossiê apontando diversas irregularidades nas políticas de saúde. Segundo ele, existem dezenas de distribuidoras ilegais em Pernambuco. Os órgãos fiscalizadores não atuam como deveriam. Precisamos de empenho das vigilâncias sanitárias do Estado e municípios, criticou. O secretário de Saúde do Recife, Eduardo Nogueira, disse desconhecer os valores apresentados, mas justificou que os remédios foram queimados porque estavam vencidos. O diretor da Vigilância Sanitária do Estado, Jaime Brito, reconheceu a falta de pessoal para controlar o problema, mas assegurou que estão sendo firmados acordos para resolver a situação. O presidente da CPI, Henrique Leite, disse que as documentos serão encaminhados ao Ministério Público. A população pode fazer denúncias através do telefone 0800.811074. |
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