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SONEGAÇÃO
Sem quorum, CPI adia para amanhã depoimentos de diretores da Max

Os depoimentos da CPI dos Combustíveis marcados para ontem foram adiados. As testemunhas Severino Fortunato da Silva, sócio na Max Petróleo, e Fernando Luiz Caminha, diretor de base da distribuidora, compareceram, mas não houve quorum para a tomada dos depoimentos. Estiveram presentes à sessão de ontem apenas os deputados André Campos (PTB), Ranílson Ramos (PPS) e Sérgio Pinho Alves (PSDB).

Os novos depoimentos foram marcados para amanhã. Os convocados são os sócios da Max: Severino Fortunato da Silva e Virgílio Pacífico Pereira, além do diretor executivo da distribuidora, Adolpho Azevedo. De acordo com o advogado da empresa, Augusto Quidute, a única pendência é a presença de Virgílio Pacífico, que está com problemas de saúde. Ainda de acordo com o advogado, as testemunhas apresentarão, caso seja necessário, documentos fiscais e pessoais para comprovar a regularidade fiscal da empresa e a compatibilidade dos rendimentos e bens pessoais com o exercício da atividade. De acordo com Quidute, entre os documentos estão a certidão negativa de débito – emitida pelo Fisco estadual – além das declarações de bens e do Imposto de Renda dos sócios.

Hoje, devem ser ouvidos os sócios da Discom: Francisco de Assis Ferreira, Franscisco Paulo Araújo e Claúdio Abrahamian Asfora. Também devem comparecer o sócio da Transportadora Revendedora Retalhista (TRR) Balança Ubiratan Ferreira, o procurador da empresa Sérgio Mariz e o contador Antônio José Lopes – que serão submetidos a acareação. A comissão conseguiu uma convocação coercitiva (à força) na Justiça.

Segundo informações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), os sócios e o procurador da Balança omitiram informações quando compareceram à CPI pela primeira vez. Ubiratan Ferreira, que afirmou não possuir carros, teria atualmente 10 carros. Além disso, outros 29 veículos passaram por suas mãos.

De acordo com o Detran, Sérgio Mariz, teria seis carros em seu nome e não apenas um Corsa, como afirmou aos deputados da comissão. De acordo com uma denúncia encaminhada à CPI, alguns dos carros estariam guardados em Vitória de Santo Antão, o que não foi confirmado até agora.

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Jornal do Commercio
Recife - 10.05.2000
Quarta-feira