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Humorista americano ganha tributo no cinema por Luiz Joaquim Há uns cinco anos, Michael Douglas deu uma festinha de aniversário em sua pequena mansão. Entre os convidados, Milos Forman e Danny DeVito. Diretor e ator, respectivamente, de Um Estranho no Ninho, (filme produzido por Douglas em 75). Ambos começaram a falar de Andy Kaufman, um humorista americano que fez uma bela carreira na TV ianque dos anos 70. Foi dessa conversa que surgiu O Mundo de Andy (Man on The Moon), em cartaz por todo Brasil. Antes de morrer, aos 35 anos em 1984, Kaufman (Jim Carrey) deixou sua marca registrada: manipular a platéia tornando-se cúmplice de suas maluquices. A figura que encantou Forman conseguia provocar gargalhadas, silêncios profundos, lágrimas e gritos no público. Em uma de suas apresentações memoráveis, o comediante levou toda a sofisticada platéia que o assistia no Carnegie Hall para tomar um pingado com biscoito na calçada. O Mundo de Andy recebe calorosos elogios por onde passa. E, apesar da esnobada do Oscar, levou o Globo de Ouro de comédia/musical de 99. Carrey, levou o título de melhor ator do gênero. A outra estréia é Louco por Você (crítica no Caderno C). DOBRADINHA A Sessão de Arte fica dividida. O Verão de Sam continua no São Luiz, apenas segunda-feira; e, só hoje, o Multiplex Recife exibe A Garota dos Seus Sonhos (ver no Caderno C). O Cinema da Fundação dá mais tempo para quem quiser ver o aloprado Quero Ser John Malkovich. O filme divide a sala com o brilhoso Velvet Goldmine. Ainda na Fundaj, a pré-estréia, amanhã, de Trem da Vida. Uma bem-humorada co-produção da França, Bélgica e Holanda, contando a história dos habitantes de uma comunidade judia, em pleno período nazista, que se passa por alemães para fugir dos carrascos. O Lula Cardoso Ayres traz Lama e Areia. Sátira de Stan Laurel (o Magro, da dupla), a partir de Sangue e Areia. Acompanha a projeção, Dia de Pagamento, de Chaplin. |
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