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ATAQUE
Após infectar 45 milhões de micros, LoveLetter ganha versão brasileira

Agora é ligar o ‘desconfiômetro’ para toda e qualquer mensagem de correio eletrônico que se diga amável. Considerada a praga virtual mais rápida e devastadora destes tempos de Internet, o LoveLetter não dá trégua e já promoveu sua mutação para uma versão tupiniquim.

Uma nova mensagem, intitulada Presente do UOL, é a mais nova variante do vírus que já invadiu mais de 45 milhões de computadores ao redor do mundo, causando um prejuízo que pode atingir a casa dos 10 bilhões de dólares, segundo estima a Computer Economics.

Agindo de forma semelhante à mensagem Iloveyou, o e-mail vem com um texto anexado, no qual existe um link – na verdade, é um executável – que aciona o vírus. Quem receber a mensagem apague sem culpa, alerta o UOL. Os danos causados vão do roubo das senhas, contaminação de arquivos e auto-envio para todos os usuários da lista de contato até a modificação dos arquivos executáveis, impedindo o funcionamento do PC.

“Um programa antivírus atualizado pode identificar todas as versões do vírus, já que ele verifica o código, não o nome”, diz o gerente de suporte da unidade brasileira Symatec em entrevista ao IDG Now!.

Ainda assim, muitos advertem que o melhor é desconfiar. Qualquer e-mail com textos prometendo presentes, dinheiro fácil, solução de qualquer problema ou é spam ou é vírus. “Ser paranóico ajuda”, ensina o analista de segurança de redes do provedor Hotlink, Cristiano Lincoln. Ele também recomenda evitar rodar qualquer arquivo anexado, que venha por e-mail ou IRC, mesmo de conhecidos. “O vírus pode estar se auto-reproduzindo”, alerta.

Enquanto inúmeras versões do Iloveyou não páram de chegar às caixas postais dos computadores – segundo a Symantec, já foram encontradas 13 variações –, o principal suspeito de ter criado o LoveLetter, Reomel Ramones, um filipino de 27 anos, está circulando em liberdade. O acusado foi preso na manhã da segunda (8) e solto ontem, por falta de provas.

Segundo a imprensa internacional, a polícia filipina acredita que o vírus tenha sido criado por aproximadamente 10 pessoas ligadas a uma escola de inofrmática de Manila. Entre elas, está a namorada de Ramones, Irene Guzmán, 25 anos. O filipino fica em liberdade até a conclusão das investigações.

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Jornal do Commercio
Recife - 10.05.2000
Quarta-feira