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JC NAS RUAS
Cláudia Lucena

Falta sintonia

A instalação do Núcleo de Apoio Pedagógico (NAP) no casarão de nº 191 da Estrada Real do Poço, no Sítio Histórico do Poço da Panela, está tirando o sossego dos moradores da área. O problema também deixa transparecer uma certa falta de sintonia entre órgãos que compõem a Prefeitura da Cidade do Recife. O dono do NAP, Alexandre Costa, tinha a intenção de transferir para o belo casarão parte da escola que, desde 1998, funciona no Colégio Sagrada Família, em Casa Forte. E, após uma prévia consulta à URB, mandou iniciar a construção de oito salas de aula no terreno da casa. Mas o bate-estaca teria causado rachaduras na parede de uma residência e danos na piscina de outro imóvel do bairro, motivo suficiente para os privilegiados moradores do Poço da Panela começarem a “chiadeira”. A obra, então, terminou sendo embargada pela Prefeitura do Recife. Mesmo assim, o proprietário do NAP aproveitou a estrutura deixada pela Casa Cor, evento que aconteceu em novembro, no casarão, e improvisou salas de aula para alunos do primeiro e segundo ano do ensino médio. Alexandre Costa achou-se no direito de mandar construir as salas porque diz ter recebido uma certidão narrativa da URB, dando parecer favorável à instalação da escola. Mas tudo isso não passa de um equívoco. Pelo menos, na visão da secretária de Planejamento da PCR, Celecina Pontual. Para ela, existe uma enorme distância entre o fato de a URB ter dito “sim”, ainda que equivocadamente, e a decisão de Costa de tocar a obra no casarão. Porém, o que soa mesmo estranho é o fato de dois órgãos da PCR não falarem a mesma língua. Daí, tanto impasse.

Os ricos também sofrem

A Rua do Loreto, que dá acesso à orla de Piedade, está sendo destruída pela erosão. A área, que serve de morada para ratos e baratas, também vira um rio quando chove. O que, aliás, é um problema crônico em Jaboatão.

Sem jeito 1

Clientes e usuários de bancos ficaram no prejuízo. Na última segunda-feira, a Câmara Municipal do Recife manteve o veto do prefeito Roberto Magalhães ao projeto de lei que previa sanções às agências que deixassem as pessoas nas filas por mais de 15 minutos (nos dias úteis) e 30 (nas vésperas de feriados).

Sem jeito 2

Os vereadores que conceberam o projeto, Dilson Peixoto e Sileno Guedes, lamentaram a derrota. Mesmo assim, a votação, que transcorreu secretamente, foi apertada: foram 16 votos a favor do veto de Magalhães e 14 contrários. À população, resta torcer para que um projeto semelhante aprovado em Olinda saia do papel.

Consumidores querem uma explicação

Consumidores querem entender por que a organização do Mercado Pop está cobrando R$ 2,00 de entrada. Afinal, lembram, vão àquela feira para consumir e acham que estão pagando caro demais para ficar no desconforto.

Curso de capacitação profissional

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da PCR tem vagas nos cursos de capacitação profissional para confeiteiros, garçons, pasteleiros e doceiros. Informações na Bolsa de Serviços e Empregos. Fone: 425.8302.

Passe difícil

Estudantes de Paulista estão preocupados. E têm motivos de sobra. A partir de hoje, a EMTU encerra a venda dos tradicionais passes (de papel). Pior para os alunos, pois os ônibus municipais ainda não adotaram o sistema de bilhetagem eletrônica. Eles vão ter que pagar o valor total da passagem, o que fere frontalmente a lei.

Leitor intrigado

O leitor Firmino Caetano Júnior está intrigado com a Celpe. Ele tomou um susto ao ver a conta do mês de maio, que registra um consumo de 861 kWh. Firmino jura que a média da sua casa não ultrapassa os 170kWh. Segundo garante, o funcionário fez a leitura errada. O leitor já reclamou à Celpe, mas ninguém se dispôs a resolver o problema.

SDS estranha

A Secretaria de Defesa Social diz estranhar a informação do entupimento do esgoto no Instituto de Medicina Legal, há mais de 15 dias. A SDS informa que existe um “encanador de plantão” para resolver, de imediato, qualquer problema na rede interna do IML. Então, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) está inventando coisa.

Dor de barriga

Os trabalhadores sem-teto que ocupam um terreno em Engenho Maranguape fazem uma grave denúncia contra o governo: dizem que passaram mal, depois de comerem os alimentos das cestas básicas fornecidas, na semana passada, pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Social. Motivo: prazo de validade vencido.

email: claudia@jc.com.br


Jornal do Commercio
Recife - 10.05.2000
Quarta-feira