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Os brutamontes O futebol pernambucano ficou tão confuso, do último domingo pra cá, que não sei como começar este comentário. Um jogo decisivo para o Náutico, e o juiz dá uma de machão e expulsa Alex de campo. Coisa de marinheiro de primeira viagem. Com o nome que tem, nem sei se ele é mesmo juiz ou marinheiro. Tudo indica que Cantalice foi buscar o marujo na Marinha Mercante. Aí, eu lembrei-me do jogo do Sport com o Recife, quando o jogador Russo, já de cartão amarelo, aterrou o adversário por trás e nada aconteceu ao zagueiro rubro-negro. O juiz foi o mesmo Popaye. Com o Náutico ele foi durão, com o Sport lhe faltou espinafre. Deixa o Cláudio Mercante pra lá que ele tem muito que aprender, principalmente a não se exceder nos limites do bom senso. O meu amigo Fred Oliveira pisou na bola. O Náutico vencia o jogo de dois a zero e ele queria tirar o time de campo. Ainda bem que não invadiu o gramado, podia botar o marinheiro a pique. Foi uma confusão danada para agarrar o homem. Joca Walker de um lado, Olívia Palito de outro, e finalmente o presidente licenciado foi dominado. Violência, mesmo, ficou por conta dos brutamontes do senhor Lacerda. A televisão mostrou as cenas do massacre. Seguranças do dirigente rubro-negro espancando torcedores rubro-negros. Uma vergonha. E tudo porque o senhor Lacerda, que entende de segurança, segurou o quanto pôde o treinador Celso Roth, só para mostrar a força que tem no clube da Ilha. Homero Lacerda, todos sabem o grande rubro-negro que é. Foi um gigante na briga com o Flamengo, em 87, trazendo para a Ilha o troféu de campeão brasileiro. Este ano, não sei o que lhe deu na cabeça. Se olhar para uma fonte, como fez Narciso, verá que a sua imagem junto à torcida não é a mesma. E não vai ser fácil recuperar o que o vírus Roth lhe tirou. |
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