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Bovespa volta ao nível de dezembro O mercado financeiro dividiu a atenção entre o comportamento das ações em Nova York e o leilão semanal de Letras do Tesouro Nacional (LTNs). No primeiro caso, a rotina foi mantida. O índice Nasdaq, das ações de tecnologia e Internet, manteve-se em baixa ao longo do dia e fechou com perda de 84,37 pontos ou 2,30%. O índice Dow Jones, das ações de empresas tradicionais, acompanhou o Nasdaq e recuou 66,88 pontos ou 0,63%. Incertezas com os juros nos EUA permanecem deprimindo as ações no exterior. A fragilidade do Nasdaq arrastou a Bolsa de São Paulo, que, com a queda de 2,08%, voltou aos 14.581 pontos, níveis de meados de dezembro. A baixa acumulada no mês foi esticada para 6,15% e no ano, para 14,69%. No mercado de juros, o Banco Central decidiu abortar a iniciativa dos bancos de continuar puxando as taxas de juros das Letras do Tesouro Nacional (LTNs), títulos prefixados, vendidas nos leilões semanais de terça-feira. As taxas pedidas pelos bancos vinham em seguidas altas e as de ontem não foram diferentes, saltaram da taxa média de 20,31% ao ano do leilão anterior, nas LTNs de um ano, para uma média de 21,70%. Desta vez, no entanto, o BC não vendeu nenhum título prefixado, sob argumento de que as taxas de juros solicitadas estavam demasiadamente elevadas. A decisão do BC foi aparentemente bem recebida pelo mercado, como foi indicado pelos números de fechamento. O juros projetados pelos mercados futuros recuaram e também nos contratos de swaps (troca de indexadores) de um ano, os mais pressionados até ontem. Para analistas, ao rejeitar todas as taxas e cancelar o leilão de LTNs o BC deixou claro que o mercado estava exagerando e os juros pedidos, embora em títulos de prazos mais longos, estão incompatíveis com o cenário macroeconômico interno. A idéia de que os juros tendem à estabilidade no curto prazo vinha sendo acenada pelas últimas intervenções do BC no overnight, com juros ligeiramente declinantes a dada dia, como repassador de recursos ao mercado. Embora o clima estivesse menos nervoso que no de juros, o mercado de dólar trabalhou também com os preços em alta. A alta de 0,22%, no fechamento dos negócios, alçou a cotação do dólar para R$ 1,812, o nível mais elevado desde 13 de janeiro. A valorização no mês está em 0,33% e no ano, em 0,55%. A queda de ontem ampliou a perda da Bolsa paulista na semana para 4,18%, que sobe para 6,15% no mês. As cinco maiores altas, entre as 56 ações do Índice Bovespa (IBovespa), foram Votorantim Celulose e Papel PN, 3,8%; Ipiranga Petróleo PN e Copesul ON, 2,9%; Duratex PN, 2%; e Eletrobrás ON, 0,7%. As maiores baixas, Telemar ON, 7,2%; Celesc PNB, 6,7%; Telesp Celular PA PN, 6,6%; Siderúrgica Tubarão PN, 5,8%; e Tele Centro Sul PN, 5,2%. Dólar |
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