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TOQUES
José Teles
Multiplicidade
marcou os anos 90
De 207 para 937 milhões
de CDs, de 801 para 1.122 bilhão, de todos os formatos
de música industrializada, de US$6,5 para US$14,5
bilhões. Este foi o salto dado pela indústria
fonográfica americana na década de 90. A análise do
fenômeno foi feita pelo jornalista Eric Weisbard, na
revista do New York Times, domingo passado, num
ensaio obrigatório para todos que se interessam pelo
assunto.
Nos 90, todos os estilos
tiveram espaço nos EUA. Em lugar de atrelarem-se a
determinados gêneros bons de vendas, abriu-se espaço
para a miríade de subgêneros surgidos na década
passada.
As FMs, por sua vez,
segmentaram-se, ao contrário das congêneres brasileiras
que se especializaram na mesmice.. A principal
lição da lista dos mais bem sucedidos é que pela
primeira vez em décadas nenhum gênero tornou-se
dominante, conclui Weisbard. Interessados em ler o
artigo na íntegra entrem no site www.nytimes.com.
Verd'Água
Geraldo Maia mostra seu ótimo CD Verd'Água, sábado que
vem, às 22h, no Rei do Cangaço (Estrada do Encanamento,
1440, Casa Forte). Maia vai estar acompanhado por Nando
Moreira (guitarra), Robson Soares, (baixo), Alexandre
Góes (bateria), Jorge Percílio (percussão) e o ubíquo
João Carlos (violoncelo.)
Paêbirú
O raríssimo álbum de Zé Ramalho e Lula Côrtes já
está remasterizado, a capa e encartes sendo adequados ao
formato CD. O bicho é uma empreitada da Polydisc com o
Manguenitude, o mais novo selo fonográfico do pedaço.
Criado por Zé da Flauta, o Manguenitude deve estrear em
junho trazendo de volta Jacinto Silva e o CD Só Não
Dança Quem Não Quer.
Recital
Henrique Annes, violão solo, Gonzaga Leal, voz, Fabiano
Menezes, violoncelo e Raimundo Batista, percussão, unem
a virtuose ao bom gosto no recital que fazem nos
próximos dias 12 e 13. As apresentações serão no
Arcada Bistrô, em Boa Viagem, sempre a partir das 22h30.
No repertório, uma panorâmica da Música Popular
Brasileira, indo de Sons de Carrilhões (João
Pernambuco) a Uma canção desnaturada, de Chico Buarque.
Informações pelo fone 465.6499.
Engenheiros vivos
Humberto Gessinger e o que restou do grupo Engenheiros do
Hawaii entram na onda do disco ao vivo. A banda gaúcha
dá uma geral na sua já longeva e irregular carreira.
Preparem-se para o retorno dos hits O Papa é pop e Hey,
mãe.
Blue Caps
O melhor grupo da Jovem Guarda, o conjunto Renato e seus
Blues Caps, entrou em estúdio para regravar alguns dos
seus sucessos. Os também jovem guarda Miguel Plopschi
(Fevers), e Marcos Antonucci (Os Vips), são
responsáveis, respectivamente, pela direção artística
e produção do disco, que chega às lojas com selo da
Sony Music.
Super e Super
E ninguém vai marcar bobeira e deixar de ir ver o show
do Supersoniques e o Superchunk, no Dokas, domingo que
vem. A apresentação marca os quatro anos de atividades
do grupo pernambucano. E, no próximo dia 27, no mesmo
local, Paul Di'Anno, o ex-vocalista do Iron Maiden, volta
ao Recife para lançar seu novo disco, Nomad.
Correspondência:
Caixa Postal: 1718 - Agência Central Recife - PE

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Jornal do Commercio
Recife - 10.05.2000
Quarta-feira

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