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INTERCÂMBIO Veja como fazer estágio fora do Brasil Fazer um estágio no exterior, adquirindo experiência internacional de trabalho, e, em alguns casos, ainda receber um salário por isso parece um desejo pouco palpável? Não para quem tiver alguns dólares à disposição para investir nos serviços de uma agência de intercâmbio. No Recife, pelo menos duas delas, a Educational Counseling Group (ECG/Pool) e a Student Travel Bureau (STB), estão fechando grupos de estudantes nordestinos para trabalhos temporários nos Estados Unidos. Em geral, as empresas oferecem opções nas mais diversas áreas de quase todas as profissões destacando-se Publicidade, Administração, Informática, Finanças, Turismo e Marketing , com exceção de Medicina e Direito, para as quais o governo americano impõe restrições. Na opinião de Ricardo Costa, sócio-gerente da ECG, quem se aventura a agarrar uma dessas oportunidades enriquece o currículo com uma experiência pessoal e profissional incomparável, bem como aperfeiçoa o idioma estrangeiro. Tudo, graças ao contato com as tecnologias avançadas dos países desenvolvidos e ao convívio permanente com nativos. Ampliar os horizontes num mundo globalizado é fundamental. Afinal, os empregadores cada vez mais exigem, para ocupar seus postos, pessoas versáteis e adaptáveis a novas situações e desafios, que tenham, ainda, uma bagagem cultural diferenciada, argumenta. Os estágios duram, em média, quatro meses e são direcionados a jovens entre 18 e 26 anos, os quais já tenham conhecimento da língua inglesa. Os mais procurados são os remunerados e os trabalhos de verão. Os primeiros são voltados para jovens que já tenham habilidades técnicas e estejam em busca de aperfeiçoamento ou reciclagem. Além dos requisitos gerais, para ser aprovado na ECG, deve-se ter bom nível de fluência no idioma americano (500 pontos no Toefl ou CFC), experiência profissional na área escolhida ou curso universitário em fase de conclusão, e, quando necessário, ser aprovado em entrevista por telefone com a empresa onde se irá trabalhar. Já os trabalhos de verão consistem em serviços não especializados no segmento de turismo, no qual os interessados trabalham, principalmente na época das férias escolares americanas, em campings, hotéis, resorts, teatros, parques de diversão ou restaurantes, desempenhando funções de camareiro, ajudante de cozinha, porteiro, mensageiro, garçon, recreador, entre outras. Nesses dois casos, o salário, geralmente, fica entre U$ 5 e U$ 20 por hora, na carga horária tradicional dos Estados Unidos, que vai das 9h às 17h. Além dos estágios remunerados, existem os não-remunerados, que na ECG seguem as mesmas regras de admissão dos remunerados e na STB estão vinculados a cursos de idiomas, que, ao final de dois meses de aula, oferecem um de estágio. Outra opção são, ainda, os trabalhos pré-arranjados, que os estudantes ou profissionais já tenham conseguido por conta própria. Nessas situações, a empresa fica responsável por providenciar a parte mais complicada, que é a documentação específica (IAP-66) para obtenção do visto temporário de trabalho (J-1), procedimento, aliás, que é feito em todos os outros casos. A única exigência é a de que a pessoa apresente o contrato de trabalho assinado com a empresa americana, esclarece Pedro Mota, do STB. O preço dos programas, nesta agência, varia de US$ 550 a US$ 1.880, não incluindo despesas com passagem, acomodação e alimentação. Na ECG, as taxas ficam entre US$ 600 e US$ 1.930. Na vida profissional do engenheiro químico Hermano Breckenfeld, o estágio de três meses numa empresa de comércio exterior em Boston foi uma experiência excepcional. Uma vivência como essas te agrega um valor muito grande. Depois do estágio nos Estados Unidos, consegui uma bolsa de estudos na Europa e hoje estou empregado na área de mercado internacional da Alcoa. O contato que tive com pessoas e empresas estrangeiras tem sido importantíssimo para a minha carreira, revela. Para quem deseja também estudar fora do País, algumas agências dispõem de serviços que vão desde cursos de idiomas de curto período a graduações e pós-graduações. A Intercâmbio Global, por exemplo, lançou, recentemente, um programa que compreende um curso de hotelaria com estágio remunerado, no International College of Tourism & Hotel Management, em Sydney, na Austrália. O curso dura dois anos, durante os quais o aluno estagia por nove meses, recebendo um salário que chega a US$ 1 mil. (M.D.) Serviço |
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