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Gilvandro Filho

De olho na fraude online

Comprar pela Internet ainda é considerado por muitos uma atividade de risco. Mesmo com todos os procedimentos de segurança adotados pelos sites, uma boa parcela de internautas ainda pensa duas, três vezes, antes de passar o número do cartão de crédito e fechar uma transação comercial pela Rede. Seja de um simples CD até máquinas e equipamentos os mais sofisticados, de tudo existe para se comprar sem sair de casa, através de um computador conectado. Pois uma pesquisa recente feita entre consumidores dos Estados Unidos mostra que esse mesmo consumidor teme ser lesado durante uma compra via Web. E o medo, na maioria dos casos, nem chega a ser de hackers, mas de sites desonestos que embrulham o internauta, compram e não entregam, modificam pedidos ou enviam produtos fora das especificações prometidas na hora de vender.

Por aqui ainda não se tem notícia de qualquer tipo de mecanismo de proteção ao consumidor online, a não ser os meios normais – e não raro ineficazes – de se prestar queixas. Dos EUA pode estar vindo o modelo. Lá, o Departamente de Justiça acaba de criar um centro onde o FBI e outras agências federais agem no combate à fraude virtual. O foco do serviço é, justamente, as transações de software e hardware através de sites e leilões. O escritório do Internet Fraud Complaint Center (IFCC) já nasce com 12 representantes do FBI e mais 25 funcionários federais, tendo um orçamento anual de US$ 6 milhões.

Trata-se de uma iniciativa necessária. E que pode, no futuro, significar menos interrogações na cabeça de um público que só faz crescer, mesmo com medo de ser enganado. Nos EUA, a média de reclamações de fraudes online chega a 300 ao dia.


Jornal do Commercio
Recife - 10.05.2000
Quarta-feira