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ALEX

O Natal que o coração pede

A propósito de grandes datas e acontecimentos, percebemos que todas as coisas já foram ditas com mudanças de palavras ou frases. Nossa originalidade parece esgotada e fica distante a fé para criar prodígios ou fazer mágica. Quando começa dezembro, é sempre assim. Digo a mim mesmo que não vou tocar no assunto, escrever. Apenas fazer de conta que estou no burburinho de todas as pessoas que confraternizam, compram presentes, matam o peru, abrem garrafas de “champagne”. Mas para mim, não é possível. Algo está acima de todas as minhas decisões. E termino envolvido pelo espírito do Natal, sem euforia que não parece muito com minha face, mas nasce algo no coração, vai se avolumando, um sentimento diferente. E vou sendo dominado pelo espírito da época, mas algo tranquilo. Mesmo nessa passagem do milênio, ficarei em casa com o meu “rebanho” ou seja, as pessoas que minha mãe deixou como herança, gente simples e humilde, com reciprocidade de afeto e amor. E com eles ficarei tranquilo. Não adiantaria cair na folia, no salão iluminado porque não estaria de acordo com o sentimento.

Admirador

“João Gilberto realizou uma revolução na música brasileira. As músicas de Tom Jobim, todas, conquistaram consagração internacional pela interpretação sublime de João Gilberto. Ele é, sem dúvida hoje, o maior nome da música brasileira no mundo. Criou um ritmo, uma nova forma de interpretação e as hamonias dissonantes que modernizam a canção brasileira”. Esta primeira parte não é minha, foi escrita pelo vice-prefeito Raul Henry, que é admirador do compositor e intérprete baiano. Consta de carta longa que ele gentilmente me enviou.

Valores

José Telles é discreto, não destaca sua pessoa, mas escreveu um livro que será uma sensação, no setor: Do Frevo ao Mangue Beat, que mereceu primeira página na Ilustrada, da Folha de São Paulo. Jomard Muniz de Brito, me diz que ninguém entende mais de música nordestina do que Telles. Leitor atento diz que estranha o fato de ainda não ter aparecido ninguém para dizer que tem um filho do tenista Gustavo Kuerten ou que ele sonegue imposto de renda, como fazem com tantos outros desportistas famosos. No caso de Guga, as siliconadas ainda não deram o bote, até agora, no campeão mundial.

E por fim

O presidente da Cepe, Marcelo Maciel, foi conversar, especialmente convidado, com os integrantes do Conselho Estadual de Cultura. Terminou despertando a melhor impressão. Modesto, discreto, mas com o visual que revela muita competência. Falou na revista “Continente” que é ótima e em muitos outros projetos, o que inclui um Suplemento Cultural de serviços. O irmão Afonso Haus fez dez presépios nos dias que passou aqui e resolveu doá-los à Cruzada de Ação Social, quando foram vendidos no Empório de Natal. Quem vibrou foi Geralda Farias.

O nome em destaque: Lourdes Sarmento. O Conselho Municipal de Cultura de Goiania, concedeu à nossa poeta um voto de louvor ressaltando a beleza do livro Águas nos Trópicos organizado juntamente com Beatriz Alcântara. O lançamento no Recife foi na última terça-feira na casa de chá de Melquíades Montenegro.

Corrigindo: o dia da entrega do título de Cidadão de Caruaru, a Marcos Vilaça, será no dia 16.

Um bom cantor e compositor é Aristides Guimarães, que ainda não conseguiu editar um CD. Quando estava para conseguir essa força, justa, deram a oportunidade para Reginaldo Rossi. Pode?

Grato, aos deputados pelo convite para a sua festa de confraternização, dia 14. Quem está na coordenação é a chefe do Cerimonial da Assembléia Legislativa, Socorro Vilaça Rodrigues.


Jornal do Commercio
Recife - 10.12.2000
Domingo