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SAÚDE
Causas que podem levar ao aborto espontâneo

por ANDREIA PASSOS

Agência Folha

Recentemente as atrizes Glória Pires, 36 anos, e Monica Torres, 42, perderam seus bebês. Em comum, as duas atrizes tinham mais de 35 anos, o que aumenta as chances de ter um feto mal formado.

A maioria dos casos de aborto espontâneo ocorre por má formação genética do bebê. Nesses casos, o feto é expulso do útero até o terceiro mês de gravidez, como aconteceu com Glória Pires, que perdeu o filho no segundo mês de gestação.

Segundo o obstetra Mucio Diniz Pontes, chefe do Serviço de Infertilidade do Hospital das Clínicas, mulheres com mais de 45 anos têm 6% de chances de ter um filho com problemas genéticos.

Outra causa é a endócrina, que se caracteriza pela insuficiência na produção pelo ovário dos hormônios responsáveis pela fixação do feto no útero. Úteros mal formados também podem causar um aborto.

A expulsão natural do feto pelo organismo começa normalmente com uma cólica na porção inferior do abdômen. A dor aumenta, ocorre sangramento e o feto é expelido.

“Quando a cólica é fraca e o sangramento é pequeno, é possível manter a gravidez por meio de repouso e remédios”, diz Mucio.

Para evitar a perda do filho quando se sabe que a gravidez é de risco, existem hormônios, drogas e até operações.

Mucio explica que quando o colo do útero é aberto e não tem condições de segurar o feto por mais de quatro ou cinco meses, é necessário dar pontos no local.

É difícil prevenir o aborto natural quando não há nenhum indício. No entanto, existem também os chamados abortos habituais. Esses casos são caracterizados pela dificuldade em levar a gestação adiante e também de perdas anteriores do feto e requer cuidados específicos.

GRAVIDEZ PERIGOSA – A idade é um fator de risco. De cada 100 fetos mal formados, 96 ocorrem em mulheres com mais de 35 anos.

Quem já teve abortos deve evitar sexo na gravidez. O orgasmo provoca contração do útero que pode causar a expulsão do feto.

Traumas físicos violentos podem resultar em aborto, assim como traumas psicológicos. Mulheres que tiveram a gestação interrompida devem evitar aborrecimentos e preocupações.

Quando a mulher nunca teve indícios de aborto pode praticar exercícios físicos, caso contrário, é melhor evitar essas atividades.

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Jornal do Commercio
Recife - 10.12.2000
Domingo

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