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PATRIMÔNIO II
Templo foi erguido para lembrar graça alcançada

A história da Capela de Nossa Senhora da Boa Hora é recheada de informações imprecisas. O que se sabe pelas poucas publicações sobre o prédio é que o terreno onde ela está erguida pertencia a Bernardo Ferreira Viegas e sua mulher Elena Maria da Conceição, proprietários do casarão vizinho ao templo, existente até hoje. O local teria sido palco de uma graça alcançada por uma pessoa vinculada à família, o que motivou a construção da capela.

“A obra foi iniciada no ano de 1807, poucos meses após o casal fazer a doação de um outro terreno ao Patrimônio da Igreja, tipo de concessão comum naquela época”, explicou o arquivista e historiador Alexandre Alves Dias. “A capela não tinha dependências, até que em 1859 o filho do casal, Manoel do Nascimento Viegas, mandou construir a sacristia e o campanário, sendo essa a primeira intervenção pela qual passou o espaço”, acrescentou.

De acordo com o livro Olinda do Salvador do Mundo, do historiador Vanildo Bezerra Cavalcanti, no lugar onde existe o templo havia um pequeno santuário, construído em meados do século 18, para agradecer os milagres da santa. “Em 1761, Pedro Antônio Alves passava pelo nicho, quando um carro com tijolos virou sobre ele. No momento do acidente, ele rogou por Nossa Senhora da Boa Hora e nada aconteceu”, contou Alexandre Dias. “Trinta anos depois, o nicho recebeu uma pintura, que registrava o milagre”, ressaltou.

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Jornal do Commercio
Recife - 10.12.2000
Domingo