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MERCADO Intel investe no ciberespaço Empresa vai instalar Centro de Soluções para e-Business que atenderá a toda América Latina por MONA LISA DOURADO COSTA DO SAUÍPE (BA) A partir do próximo ano, o Brasil contará com um Centro de Soluções para e-business da Intel. A notícia, embora ainda não seja oficial, foi revelada pelo diretor geral da empresa na América Latina (AL), Bart Heisey, durante evento na Bahia, na semana passada, e tem tudo para se concretizar. O projeto faz parte das metas da Intel, líder mundial na fabricação de processadores, de se consolidar também como fornecedora de produtos, soluções e serviços para a Internet, ampliando seu foco de atuação na AL. Queremos ser mais que uma companhia de chips. Para continuar com o crescimento de 20% ao ano que temos registrado, precisamos investir em negócios que representam a base da Nova Economia, como rede, comunicação e serviço, diz Heisey, lembrando que, até o terceiro trimestre de 2000, a empresa teve um aumento de receita líquida de 18,5%. Com perspectivas de ser instalado em São Paulo, por conta da infra-estrutura e dos recursos dos quais a companhia já dispõe naquele Estado, o centro será destinado ao desenvolvimento, teste e avaliação de soluções dos clientes, que serão auxiliados pela fabricante na otimização de alternativas para seus negócios, a partir da plataforma de hardware Intel. A corporação dará suporte, ainda, a toda área de comunicação e servidores. Outros oito empreendimentos do gênero já funcionam em quatro regiões do globo, a exemplo dos Estados Unidos, Índia e Europa. No caso do Brasil, a decisão final sobre a montagem do Intel Solutions Center, que atenderá à América Latina, está prevista para sair no primeiro trimestre de 2001. Além dessa iniciativa independente, a Intel anunciou, há 15 dias, uma parceria com a EMC e com a Microsoft, para ativação de um centro de soluções também voltado para o comércio eletrônico. Localizado na capital paulista, o empreendimento foi batizado de Microsoft Partner Solutions Center e pretende atuar especialmente nas áreas de business-to-business e business-to-consumer, disponibilizando para os clientes um laboratório onde possam testar seus aplicativos. Investimos mais na América Latina em 1999 e 2000 do que nos 10 anos anteriores, avalia Heisey. Dentro da estratégia de criar soluções e aplicativos para a Internet, a Intel está investindo no desenvolvimento de data centers (atualmente existem 21 projetos sendo orientados no Brasil); em habilitação de reconhecimento de voz sobre a plataforma IP para acesso a conteúdos da Web e em aplicações wireless, como a tecnologia Bluetooth (aquela que possibilita o intercâmbio de dados entre computadores, equipamentos portáteis e celulares, bem como o acesso à Rede sem o intermédio de fios). É hora de quebrar os paradigmas do passado e adotar novas tecnologias com plataformas abertas e padronizadas, aponta o gerente de Negócios de Canais na AL, Elber Mazaro. Também no início de 2001, a Intel deve lançar no Brasil o programa Teach to the Future, através do qual professores serão selecionados para serem treinados pela companhia no uso efetivo da tecnologia em sala de aula. O projeto prevê a difusão da Informática e a atração de novos usuários para a Web. Serviço * A repórter viajou a convite da Intel |
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