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PROJETO
Governo quer Internet2 com alemanha

Depois da passagem de uma missão de empresários e políticos ingleses por Pernambuco, é a vez de os alemães descobrirem as potencialidades do Estado. Mais um acordo está para ser fechado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente em benefício do Porto Digital, visando inserir de vez Pernambuco no cenário global de Tecnologia da Informação. Desta vez, o objetivo é trazer para o Estado o ponto de conexão de Internet2, a rede de altíssima velocidade, com a Europa.

Único secretário estadual a presenciar o encontro de representantes dos Ministérios de Tecnologia brasileiro e alemão, quando foi assinado o protocolo de intenções, Cláudio Marinho vê na iniciativa a oportunidade de fazer de Pernambuco o pioneiro em experimentos com redes internacionais de grande velocidade, aumentando o potencial do Porto Digital. Atualmente, a Internet2 só está disponível no Brasil por meio da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), da qual fazem parte universidades e centros de excelência.

Segundo Cláudio Marinho, o convênio a ser firmado com os alemães também prevê a participação de uma empresa que esteja associada a uma instituição de pesquisa brasileira. Nesse sentido, o secretário revela que já iniciou negociações com a Siemens, companhia alemã que acaba de inaugurar um laboratório de fotônica no Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com o intuito de estimular financiamentos em outros projetos no Estado.

Para o coordenador da Rede Recife ATM, a rede de alta velocidade da Região Metropolitana, Carlos Ferraz, a conexão com a Europa, que pode chegar a 622 Mbps, servirá para ampliar e aperfeiçoar pesquisas e serviços nas áreas de realidade virtual, robótica, processamento de imagens, sistemas embarcados e, principalmente, telemedicina, que já estão em desenvolvimento no CIn, em sistema de co-produção com instituições alemães. “Hoje, os trabalhos são feitos por pesquisadores de cada um dos países separadamente e nós nos encontramos em workshops para apresentar resultados e fazer ajustes. Com os testes possibilitados pela Internet2, facilitaríamos esse intercâmbio”, explica.

De acordo com Carlos Ferraz, a conexão ainda não tem data certa para ser estabelecida, uma vez que depende do contrato de serviços de conectividade a ser realizado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia. Ferraz acredita, no entanto, que, pelo entusiasmo demonstrado na assinatura do protocolo em Brasília, provavelmente o governo alemão custeará as despesas. (M.D.)

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Jornal do Commercio
Recife - 06.12.2000
Quarta-feira