Se por um lado João Paulo abriu um espaço considerável para algumas pessoas em seu Governo, minimizou a importância política do PDT. Pelo menos no primeiro escalão, os pedetista não foram ouvidos, muito menos convidados para assumir qualquer cargo.
Inicialmente circulou a informação de que o PDT seria contemplado com ida de Wolney Queiroz para a Câmara Federal na vaga do deputado Pedro Eugênio (PPS). Wolney é o primeiro suplente da coligação que elegeu Pedro Eugênio, que chegou a ser cotado para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Recife. Com a recusa de Eugênio, nada foi consumado.
Visivelmente magoado com o isolamento do PDT, o deputado estadual e presidente regional da legenda, José Queiroz, disse que ainda está no aguardo de um contato por parte do PT. “Eles afirmaram que ganharam a eleição com a ajuda de todos os partidos e iriam governar com eles. Mas até agora não formos acionados. Vou dar uma de mineiro e esperar que João Paulo e Luciano Siqueira me procure”, salientou Queiroz.
Depois da confirmação do nome de João Paulo para o segundo turno, o PDT passou por um processo de desgaste junto com os aliados de João Paulo. Isso porque o ex-deputado Vicente André Gomes (PDT), candidato a prefeito no primeiro turno, chegou a ventilar que só apoiaria o petista se fosse lhe dado a garantia de ter direito a cargos. Ele, inclusive, ponderou que gostaria de assumir o órgão municipal que tratasse da questão dos morros, já que é lá onde está toda a sua base eleitoral.