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CASO SCHWAMBACH Mulher e irmã de seqüestrador serão soltas A mulher e irmã de Miguel Alves da Silva Neto, Copa, líder do seqüestro do empresário Gustavo Schwambach, um dos donos da empresa de ônibus Borborema, serão as próximas pessoas a serem soltas pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil. A carioca Cristina Helena Barreto de Alcântara, mulher de Copa, e a comerciante Maria José Alves de Barros, irmã, devem ser soltas até sexta-feira, quando expira o prazo das prisões temporárias decretadas pela Justiça. As duas, no entanto, serão indiciadas como co-participantes do seqüestro de Schwambach, um dos mais violentos e demorados já praticados em Pernambuco. Até agora, três acusados foram soltos dois para aguardar julgamento em liberdade e um inocentado , sete continuam presos e dois estão foragidos. As outras duas pessoas que foram soltas na semana passada, o motorista de lotação Nicácio Herculino de Melo Filho e o marchante Adílson José da Silva, serão indiciadas como receptadores, segundo o delegado do GOE, Aníbal Moura. A única exceção será o cabo da Radiopatrulha Renivaldo Oliveira, que já está solto e não será indiciado. Ele é irmão do soldado Ronaldo Silva de Oliveira, segundo homem no seqüestro, de acordo com a polícia. Aníbal Moura justificou a prisão do cabo com denúncias que surgiram no início das investigações de que o militar recebia o irmão em sua residência, em Barra de Jangada, e que lavava o dinheiro obtido nos seqüestros. Mas, durante os trabalhos, comprovou-se que ele era inocente. Por isso, resolvi não pedir a prorrogação da temporária e não irei indiciá-lo. Com os outros, a situação já é diferente, argumentou o delegado. Aníbal Moura explicou que as prisões temporárias são decretadas pela Justiça justamente para que a polícia possa fazer a prisão e as investigações de forma legal. As duas mulheres também terão o direito de aguardar a conclusão do inquérito em liberdade, mas serão indiciadas, assim como Nicácio e Adílson, disse. Hoje o advogado de Maria José e Cristina, Gilmar Rodrigues, vai apresentar um pedido de relaxamento das prisões ao delegado. |
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