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SEGURANÇA
Programa do governo gera polêmica

Embora nem tenha sido lançado, o Programa de Gestão Operacional Comunitária já começa a criar polêmica. Enquanto algumas entidades ligadas às polícias aprovam a divisão do Estado em áreas integradas de segurança e a descentralização dos batalhões da PM, outras fazem duras críticas.

Entre os críticos ferrenhos do programa está o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), que bate forte na falta de iniciativa do governo em contratar novos policiais. Para o presidente da entidade, Henrique Leite, é preciso ampliar os quadros das polícias Civil e Militar para que as políticas de segurança possam dar certo.

“A desculpa do governador e do secretário de Defesa Social é a Lei Camata, mas nós já apresentamos um projeto em que a contratação é viável dentro da lei. Basta que elas sejam feitas em substituição dos policiais que morreram em serviço, se aposentaram ou foram exonerados”, argumenta Henrique Leite.

Segundo ele, desde 1990 cerca de mil policiais poderiam ter sido contratados. “E tudo isso sem ferir a Lei Camata. Mas não querem. Preferem ampliar a Jornada Extra de Segurança, que usa policiais de folga e transforma-os em verdadeiros robôs”, diz.

Diferente do Sinpol, o presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (Adeppe), Ricardo Varjal, fez muitos elogios ao programa. “Acho uma ótima idéia. Pelo menos estão tentando alguma coisa, no lugar de ficar na inércia”, afirmou.

Para Varjal, a proposta de descentralização dos batalhões vai economizar recursos do Estado e manter os policiais nas ruas. “Quem vai ganhar é a população. Só espero que sejamos chamados para discutir o programa”, lembrou.

Sem novidades. Assim a presidente do Movimento Tortura Nunca Mais, Amparo Araújo, recebeu a notícia do programa. “É verdade que a SDS tem investido em capacitação, mas esse programa só dará certo se as unidades descentralizadas tiverem recursos e os policiais responsáveis por cada área forem realmente cobrados”, frisou Amparo.

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Jornal do Commercio
Recife - 11.01.2000
Terça-feira