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INDÚSTRIA
Empresa de Araçoiaba começa areciclar garrafas de PET em abril

A Companhia Industrial de Reciclagem (CIR), em Araçoiaba, começa a partir de abril a processar embalagens de PET (polietileno tereftalato), usadas principalmente em refrigerantes e um dos maiores problemas ambientais relacionados ao lixo. O material corresponde a 35% do plástico que chega aos lixões da Região Metropolitana do Recife (RMR), mas não é reaproveitado como matéria-prima.

A empresa, que tem financiamento do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor) e pretende empregar quase 300 pessoas, vai reciclar ainda papel e papelão. A unidade de plástico, entretanto, será a primeira a entrar em operação. Um terço da obras de engenharia, informa a consultora econômica da CIR, Izabela Rios, foram concluídas.

O processo de reciclagem começa com a separação dos recipientes de PET de acordo com a cor. Na etapa seguinte, são retirados os rótulos e outros componentes que não sejam do mesmo material, como rótulos e tampas. Depois ocorre a moagem e lavagem. Por fim, o plástico é triturado.

“Durante todas as fases, o polímero não pode ser degradado”, diz o diretor industrial da CIR, Carlos Maurício Mendonça. A resistência mecânica e a transparência do produto, justifica o engenheiro, são características fundamentais para as embalagens.

A CIR, com capacidade para produzir 20,7 milhões de embalagens de PET por ano, comercializará o produto granulado, na pré-forma (para ser transformada em embalagem a partir de um aparelho chamado soprador); e ainda como embalagens prontas. “A reciclagem das embalagens de PET deverá responder por 32% do faturamento da empresa”, adianta Izabela Rios.

Além de originar novas embalagens, o PET pode ser usado como fibra para cerdas de vassouras. Segundo Mendonça, apenas 15% das embalagens de PET no Brasil são recicladas.

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Jornal do Commercio
Recife - 11.01.2000
Terça-feira