![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
PRECATÓRIOS Acordo rende R$ 56 milhões ao Estado A rolagem dos títulos emitidos para o pagamento de precatórios (dívidas judiciais) terminou sendo um negócio melhor do que o esperado. Além de alongar a dívida, o Governo do Estado conseguiu, com a federalização do débito, um reforço de caixa de R$ 56 milhões. O valor corresponde ao ganho do Bradesco com o deságio conseguido na compra das letras financeiras junto ao mercado que está sendo restituído ao Estado. Outro aspecto positivo da rolagem dos precatórios, além da federalização da dívida autorizada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), em portaria publicada no dia 30 de dezembro é o desconto oferecido pela União. Como o débito será incorporado ao estoque da dívida do Estado, que é regulamentado pela Lei 9.496, o governador Jarbas Vasconcelos só terá que arcar com as correções dos títulos até setembro de 97, como manda a Lei. O valor corrigido da dívida, até 27 de dezembro, é de R$ 859,7 milhões, contudo, apesar de a União assumir toda a dívida, o Governo só deve a correção até setembro de 97. Isso significa que, além dos R$ 56 milhões depositados pelo Bradesco na conta do Estado, o Tesouro estadual deixará de pagar R$ 166,9 milhões valor da correção bancada pela União. Assim, além de alongar o perfil da dívida, o Governo do Estado conseguiu uma economia de R$ 222,9 milhões somando o valor do desconto oferecido pela STN e o valor da restituição. Até o final do mês, outros R$ 21 milhões deverão entrar nos cofres estaduais, o que eleva esse número para R$ 243,9 milhões. Desse total, R$ 77 milhões vão diretamente para os cofres estaduais, ajudar o secretário Jorge Jatobá a fechar as contas de janeiro. CREDORES Além do Bradesco, detentor de 76% dos papéis emitidos pelo Governo de Pernambuco, outros quatro credores ainda negociam suas situações. Dos R$ 859,7 milhões do estoque dos títulos, o Estado já está livre de R$ 657 milhões, restando R$ 202 milhões a serem rolados. De acordo com o governador em exercício, José Mendonça Filho, os papéis não foram substituídos de uma única vez por que envolve a vontade do credor. Para trocar os títulos, o Estado está cobrando o valor pago a menos pelas instituições e cabe ao credor aceitar ou não as condições. Atualizado em novembro do ano passado, o valor dos recursos perdidos entre deságios e comissões é de R$ 219,2 milhões. Como o Estado já está recuperando R$ 77 milhões, sobram os outros R$ 142 milhões, que continuarão a ser cobrados judicialmente. A ação, movida pela Procuradoria Geral do Estado, já está em tramitação na Justiça de Pernambuco e foi uma das exigências da Resolução 22 do Senado. Antes de autorizar qualquer refinanciamento, os senadores exigiram que os Estados resgatassem ou cobrassem na Justiça os valores perdidos. Com a finalização do processo, a expectativa é de que Pernambuco recupere sua capacidade de pagamento. Antes da operação, o Estado apresentava capacidade de endividamento, mas sua capacidade de pagamento estava comprometida com os desembolsos necessários para o resgate dos títulos. O procurador geral do Estado,Sílvio Pessoa, destaca que a rolagem da dívida não significa que os responsáveis pela operação tenham sido absolvidos das irregularidades cometidas durante a operação. |
|