![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
PRECATÓRIOS II Campos diz que operação confirma perseguição ao Governo Arraes Para o deputado federal Eduardo Campos, secretário da Fazenda de Pernambuco na época da emissão dos títulos, a rolagem era esperada. Segundo ele, a operação não traz nenhuma novidade, já que os acordos para refinanciamento das dívidas mobiliárias estaduais são comuns na relação entre estes e a União. Para o deputado, a única novidade em toda a novela é que começa a ficar clara a utilização política do assunto, que foi apresentado como algo que agredisse a ética e os princípios políticos. Nem mesmo o desconto de R$ 166,9 milhões, surpreende Eduardo Campos, pois todos os Estados que rolaram suas dívidas conseguiram que elas só fossem corrigidas, junto a União, até setembro de 97. O ex-secretário afirma que, além do desconto, o Governo do Estado saiu ganhando no prazo. Como o débito dos títulos está sendo incorporado à dívida de longo prazo, os 10 anos terminarão se transformando em 30, afirma. Campos explica que, com ou sem inclusão dos precatórios, o Estado continuaria a pagar 11,5% de sua receita corrente líquida para o pagamento de juros e amortização da dívida. Assim, entrando uma dívida de curto menor, o pagamento tende a ser priorizado, enquanto a outra dívida é postergada. Com isso, na prática, o prazo termina sendo os 30 anos, já que o desembolso dos próximos 10 anos será o mesmo que seria feito, caso os precatórios não fossem rolados. Outro ponto destacado pelo deputado é o fato de a operação ter permitido que Pernambuco chegasse ao ano 2000 com quase a totalidade das ações de sua energética. Hoje, Pernambuco é um dos poucos Estados que ainda possui o controle de seu principal ativo. Para Campos, se a operação não tivesse sido realizada em 96, o Estado seria obrigado a privatizar a Celpe, ainda naquela época. Assim, Pernambuco chegaria hoje sem a perspectiva de vender a estatal para investir em obras como a duplicação da BR-232, entre outras já anunciadas. Além disso, os recursos conseguidos na operação de alienação de ações da empresa, junto a Eletrobrás, não teriam entrado nos cofres do Estado reforçando as contas do ano passado, lembra. |
|