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Realeza oriental e alienígenas biomecânicos nos cinemas por LUIZ JOAQUIM A febre Pokémon chegou às telas recifenses (veja matéria no Caderno C). Mas, para a sorte dos adultos, o multiplex do Shopping Center Recife exibe duas "pré-estréias", o Cinema da Fundação e o Instituto Lula Cardoso Ayres reativam seu projetores, e o Cinema do Parque continua com o ótimo Dois Córregos, de Carlos Reichenbach. Na realidade, as duas pré-estréias vão além do fim de semana e prosseguem até a próxima quinta-feira. A primeira chama Anna e O Rei, do diretor John Bruno (de Para Sempre Cinderella). Está é a terceira adaptação para o cinema contando a história da professorinha inglesa que, ao ficar viúva, viaja de navio com seu filho pequeno, por milhares de quilômetros, até chegar ao Oriente. Detalhe: a história se passa na época vitoriana (séc. XIX). Um dos períodos mais absurdamente convencionais vividos pela Inglaterra. Quando Anna Leonowens (Jodie Foster) chega ao país de Sião, é contratada pelo Rei Mongkut (Chow Yun-Fat, de Fervura Máxima) para cuidar dos 58 filhos que teve com sua esposa e concubinas. No decorrer do filme, acompanhamos a relação dos dois personagens como se cada um fosse a personificação do Oriente e do Ocidente, com todos os defeitos e qualidades que cada um carrega. Ao contrário de Anna e O Rei do Sião (dirigido por John Cromwell, em 46) e O Rei e Eu (estrelado por Yul Brynner, em 56), Anna e O Rei tem ares de épico pelas belas locações na Malásia, seus milhares de figurantes e um belo figurino. Enquanto isso, na sala ao lado, Donald Sutherland, Jamie Lee Curtis e William Baldwin navegam no pacífico sul, a bordo de um rebocador, e vivem momentos de terror quando descobrem um navio russo de pesquisas científicas. Ao reativar a força da embarcação abandonada, eles reavivam a energia que alimenta um alienígena. O nome do filme é Virus, e foi dirigido por John Bruno e roteirizado por Chuck Pfarrer, autor de série homônima em quadrinhos da qual a produção foi inspirada. O Cinema da Fundação reprisa o simpático atlético Corra Lola, Corra, do alemão Tom Tykwer. O Lula Cardoso Ayres abre o ano com classe exibindo O Nascimento de Uma Nação, rodado por Griffith em 1914. |
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