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TRATADO
Israel e Síria voltam a negociar a paz dia 19

SHEPHERDSTOWN, EUA - Israel e Síria concordaram, ontem, em retomar suas negociações de paz no dia 19, depois de uma semana de intensivas, mas inconclusivas, conversações nos EUA, nas quais não houve progressos sobre a retirada israelense das Colinas do Golan. Apesar disso, o presidente norte-americano, Bill Clinton, mostrou-se otimista, ressaltando que os dois lados esperam superar "nos próximos dois meses" suas divergências. "As partes foram francas e discutiram todos seus problemas", disse Clinton.

Em sete dias de conversações em Shepherdstown, a 105 quilômetros a Nordeste de Washington, Clinton fez cinco visitas de mediação ao local. O presidente assinalou que não esperava mesmo que fosse concluído um acordo nessas primeiras etapas do diálogo, porque "há questões difíceis". E acrescentou: "A boa notícia é que elas não são esmagadoramente complicadas".

O chanceler israelense, David Levy, afirmou que seu país não aceitará "voltar aos limites" do armistício. "É óbvio que os sírios querem o retorno aos limites de 4 de junho, mas não estamos de acordo", disse Levy durante entrevista, em sua chegada ao aeroporto David Ben Gourion, próximo a Tel-Aviv. Ainda não está definido o local das próximas conversações, mas funcionários americanos acreditam que será perto de Washington.

Em Jerusalém, os colonos do Golan se preparavam ontem para uma ofensiva a fim de convencer os israelenses a recusarem qualquer retirada do Golan se houver acordo de paz com a Síria, organizando em Tel-Aviv uma manifestação em massa. "Queremos a maior manifestação da história do país", afirmou o chefe do conselho municipal de Katzrim, uma das principais colônias israelense no Golan, Sami Bar-Lev.

DEMISSÃO - O presidente israelense Ezer Weizman, envolvido num escândalo financeiro, descartou por enquanto qualquer intenção de se dimitir, em entrevista concedida ontem à rádio pública israelense. "Não tenho intenção de pedir demissão até que a procuradora geral do Estado, Edna Arbel, apresente suas conclusões", declarou.

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Jornal do Commercio
Recife - 11.01.2000
Terça-feira